Bebê albina abandonada quando criança se torna modelo internacional e diz: “Tenho sorte”

“Quero que outras crianças com albinismo – ou qualquer forma de deficiência ou diferença – saibam que podem fazer e ser o que quiserem”, diz

Resumo da Notícia

  • Na China, onde o albinismo é visto por algumas pessoas como uma maldição;
  • Então, quando Xueli Abbing nasceu com essa condição congênita - com a pele e o cabelo muito claros, foi abandonada pelos pais ainda bebê, na porta de um orfanato;
  • Contudo, justamente por sua aparência, apareceu nas páginas da "Vogue" e liderou campanhas para designers famosos.

Na China, onde o albinismo é visto por algumas pessoas como uma maldição. Então, quando Xueli Abbing nasceu com essa condição congênita – com a pele e o cabelo muito claros, foi abandonada pelos pais ainda bebê, na porta de um orfanato.

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Contudo, atualmente aos 16 anos, Xueli, justamente por sua aparência, apareceu nas páginas da “Vogue” e liderou campanhas para designers famosos em todo o mundo. Em entrevista à BBC, ela contou que foi adota aos três anos e passou a viver na Holanda.

Bebê abandonada se torna modelo internacional (Foto: Reprodução/ Instagram)

“Na época em que nasci na China, o governo impôs a política de filho único para as famílias. Era muito azar se você tivesse um filho com albinismo”, explicou a jovem. Xueli lembrou, que na época, existiram países que tiravam a vida de crianças com a mesma condição que a dela: “Tenho sorte de ter sido apenas abandonada”.

A modelo disse que os pais biológicos não deixaram nenhuma informação sobre ela. Mas isso não foi um problema. Aos 11 anos, a menina fez seu primeiro trabalho como modelo a convite de um amigo de sua mãe, em em 2019 chegou a sair na revista Vogue.

Bebê abandonada se torna modelo internacional (Foto: Reprodução/ Instagram)

“Amo ser modelo porque gosto de conhecer gente nova, praticar inglês e ver que as pessoas ficam felizes com minhas fotos. Quero usar a moda para falar sobre albinismo e dizer que é uma condição genética, não uma maldição”, diz. “Quero que outras crianças com albinismo – ou qualquer forma de deficiência ou diferença – saibam que podem fazer e ser o que quiserem”, concluiu.