Bebê de 11 meses morre afogado após cair na piscina de casa

A mãe informou que havia uma proteção que dava acesso à piscina, no entanto não sabe se houve algum descuido de alguém que passou pelo local para liberar a entrada levando ao acidente. O caso aconteceu em Pirassununga, SP

Resumo da Notícia

  • Bebê de 11 meses morreu afogado após cair na piscina de casa
  • A família estava organizando uma festa em casa quando a criança sumiu
  • O caso aconteceu em Pirassununga, SP

Neste último sábado, 19 de março, um bebê de 11 meses, morreu afogado em uma piscina no bairro Cidade Jardim, em Pirassununga, interior de São Paulo.

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O acidente aconteceu pela tarde, por volta das 13h. A família estava organizando uma festa em casa quando a criança sumiu. Eles a encontraram afogada na piscina e acionaram a Polícia Militar e o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu).

Bebê de 11 meses morre após se afogar na piscina de casa em Pirassununga, SP
Bebê de 11 meses morre após se afogar na piscina de casa em Pirassununga, SP (Foto: Getty Images)

A mãe informou ao portal Metrópoles que havia uma proteção que dava acesso à piscina, no entanto não sabe informar se houve algum descuido de alguém que passou pelo local para liberar a entrada levando ao acidente.

Afogamento infantil: como prevenir esse tipo de acidente

No Brasil, os afogamentos são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos*. E a grande maioria deles acontece quando ignoramos os riscos e não respeitamos os limites. Como as crianças não têm maturidade e nem noção do que pode ser perigoso ou não, cabe aos pais e responsáveis orientar e supervisionar o tempo todo. Especialmente porque o afogamento nem sempre acontece só em piscinas ou praias.

As crianças, principalmente as menores, podem se afogar em baldes, bacias e até no vaso sanitário. Quando são pequenas, a cabeça e os membros superiores das crianças são mais pesados que o restante do corpo. Fica fácil perder o equilíbrio, cair e depois não saber como levantar. Por isso mesmo, todo cuidado é pouco.

“Cuidar não é só ficar olhando. É muito mais do que isso. Para tomar conta mesmo, é preciso abrir mão da diversão, do celular… Porque, depois que o acidente acontece, não tem mais volta”, alerta o pediatra Marco Antônio Chaves Gama, pai de Bruno e Gabriela e presidente do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Apesar de comum, o afogamento infantil pode ser evitado com atitudes muito simples. O primeiro passo é sempre supervisionar e orientar sobre os riscos. A seguir, listamos o que você pode fazer para manter seu filho em segurança:

  • Evite deixar brinquedos perto da piscina ou dentro d’água. Eles podem chamar a atenção das crianças e fazer com que elas se arrisquem para pegá-los. Assim que acabar a brincadeira, recolha tudo;
  • Antes de entrar na água, explique sobre os riscos de ralos e bombas de sucção. Mostre para a criança onde eles estão localizados naquela piscina. Se seu filho tem o cabelo mais comprido, prenda num rabo de cavalo ou use touca de natação;
  • Explique que brincadeiras de empurrar, pular e prender a respiração debaixo d’água não são legais e nunca devem ser feitas;
  • Se possível, instale barreiras que dificultem o acesso à piscina. Podem ser cercas, muros ou portões, que de preferência possam ser fechados com chaves ou cadeados. As capas de piscina até garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Para crianças menores de 6 anos, prefira escolas e creches sem piscina.

Essas dicas de proteção são focadas para evitar casos de afogamentos atrelados à piscinas – na sua casa ou em outro local que você frequenta com a sua família. Veja mais sobre o assunto, como evitar esse tipo de acidente e o que fazer caso o seu filho se afogue.