Bebê que lutou contra Covid-19 continua tratamentos ao completar 1 ano de vida: “Milagre”

Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, Luís Miguel Fraga comemorou o primeiro aniversário. Entretanto, a sua história de superação começou cedo, aos 51 dias de vida

Resumo da Notícia

  • Luís Miguel Fraga celebrou com a família o aniversário de 1 ano
  • Quando recém-nascido, o menino foi diagnosticado com Covid-19
  • Por conta da doença, ele adquiriu síndromes raras graves

Com apenas 51 dias de vida, Luís Miguel Fraga precisou ficar internado durante 25 dias para tratar sintomas causados pela Covid-19. Apesar do susto e do medo, a família do menino comemorou nesta sexta-feira, 21 de janeiro, o aniversário de 1 ano da criança, que ainda precisa superar todos os dias as complicações acometidas pelo vírus.

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Em entrevista exclusiva ao g1, Mical Fernanda Nascimento Fraga, mãe de Luís Miguel, compartilhou a história de luta do filho, escrita por ele desde recém-nascido. De acordo com ela, o menino desenvolveu duas síndromes, comuns entre crianças que foram infectadas pelo coronavírus: a Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença rara e grave que afeta diferentes órgãos do corpo, e a de Kawasaki, condição que causa inflamação nas paredes dos vasos sanguíneos do corpo.

Luís Miguel completou 1 ano de vida após batalha contra Covid-19
Luís Miguel completou 1 ano de vida após batalha contra Covid-19 (Foto: Reprodução Arquivo pessoal Mical Fernanda Nascimento Fraga)

Ainda de acordo com Mical Fernanda, uma de suas maiores preocupações era se a parte motora do corpo do bebê seria afetada pela doença. Entretanto, Luís Miguel surpreendeu toda família ao apresentar uma boa recuperação. “De dez para 11 meses ele já estava andando. Agora, já vai para todo lado, está grande, gordinho e fala algumas coisas. Hoje, eu olhando para ele, vejo que ele realmente é um milagre mesmo. Foi uma superação, ele está completando um ano de vida, mais um ano de vitória.”, afirmou a mulher.

“No último exame que fez, em novembro, ele não estava mais com o derrame e com as artérias obstruídas. A única coisa, agora, é a miocardite. De modo geral, ele está bem. No começo, ele tinha muito taquicardia e a gente tinha que medir os batimentos cardíacos diariamente. Hoje ele já não tem.”

Sobre o medo das complicações, a mãe de Luís Miguel diz que “continua até hoje”, e que procura evitar sair muito com a criança, mesmo com a flexibilização de algumas atividades. “A gente preserva ele, porque tem medo de isso acontecer de novo, principalmente com as novas variantes.”, explicou.