Caso Miguel: mãe pesquisou na internet formas de apagar impressões digitais

A investigação da polícia resgatou as buscas de Yasmin dos Santos Rodrigues. O delegado responsável, Antônio Carlos Ractz Jr, comentou sobre a descoberta

Resumo da Notícia

  • Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, está desaparecido desde o dia 28 de julho
  • A mãe e a companheira dela foram indiciadas por tortura, homicídio e ocultação de cadáver
  • Novas investigações apontaram que Yasmin procurou formas de ocultar as impressões digitais na internet

Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, está desaparecido há 18 dias. A mãe e a madrasta do menino, morto e jogado em um rio em Imbé, no litoral do RS, foram indiciadas por tortura, homicídio e ocultação de cadáver pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

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Miguel está desaparecido e a mãe e companheira estão sendo investigadas (Foto: Reprodução/ Instagram/ @yasmiin.rodriguees)

E o histórico de pesquisas do celular da mãe apontou que Yasmin dos Santos Rodrigues tinha intenção de sumir com qualquer vestígio do crime. Os investigadores do caso encontraram buscas por “digitais humanas saem na água salgada?” e “quanto tempo as digitais de um objeto desaparecem”.

Diante disso, a polícia está tratando essa informação como prova de que a mãe matou o filho. Antônio Carlos Ractz Jr., delegado responsável pela investigação, disse à Band: “Essas pesquisas demostram que após decidir matar a criança, elas planejaram o que fariam com o corpo. Ela esperava não ser descoberta pela polícia”.

Yasmin, em uma entrevista com a polícia, confessou que colocou o corpo do menino em uma mala e jogou no Rio Tramandaí, após dopá-lo com antidepressivos e espancá-lo. Ela está presa preventivamente junto da companheira, Bruna Porto da Rosa. A busca pelo corpo da criança continua.

Entenda o caso

Na madrugada do dia 28 de julho, Yasmin, de 26 anos de idade, deu vários remédios ao filho Miguel e o colocou dentro de uma mala. Em um depoimento, a mãe informou à polícia que, naquele momento, não sabia se o menino estava vivo ou morto. De acordo com Antonio Carlos Ractz, ela levou a criança dentro de uma mala na beira do rio, e jogou o corpo.

No dia seguinte, a mãe foi registrar na delegacia o desaparecimento do filho. O delegado comentou que a “série de contradições” na hora de contar a história geraram desconfiança da polícia. Foi assim, que iniciaram as investigações, que concluíram que o menino sofria maus-tratos e violência psicológica da mãe e da companheira dela.