Dani Souza faz tratamento facial com placenta e comenta: “Bem interessante”

Modelo, casada com o jogador Dentinho, usou o Instagram para explicar o procedimento para os seguidores

Resumo da Notícia

  • Dani Souza, mostrou o tratamento facial que está fazendo com o uso da placenta
  • Modelo contou os motivos que pelo qual optou pelo procedimento
  • Dani Souza apareceu com o rosto coberto com a máscara natural e disse quais os benefícios do tratamento

Dani Souza, de 40 anos, usou o Instagram para mostrar aos seguidores que o tratamento facial que está fazendo com o uso da placenta. Nos Stories publicados nesta terça-feira, 30 de março, a modelo, que é casada com o jogador Dentinho, explicou os motivos que pelo qual optou pelo procedimento.

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Dani Souza mostra tratamento facial feito com placenta (Foto: Reprodução / Instagram / @dani_souza_)

Dani Souza apareceu com o rosto coberto com a máscara natural e disse quais os benefícios do tratamento. Ela ainda ressaltou que os resultados não são imediatos. “Não sei se alguém já fez algum tipo assim de placenta. Hoje tomei algumas injeções. Mas vou contando para vocês os benefícios que for sentindo em relação ao tratamento, os benefícios mais para frente, porque acho que não vou sentir o resultado agora”, começou ela.

Na sequência a modelo, ela falou sobre as expectativas do procedimento com a regeneração da pele. “Eu achei bem interessante tudo o que os médicos falaram de regeneração, anti age, para a gente que viaja bastante e tem jetlag. E muitos outros benefícios, até para quem faz quimioterapia”, contou.

Dani Souza mostra tratamento facial feito com placenta (Foto: Reprodução / Instagram / @dani_souza_)

A modelo é casada com Dentinho desde 2012, e os dois já são pais de Bruno Lucas Souza Bonfim,  Rafaella Souza Bonfim e Sophia Souza Bonfim.

Saiba quais os possíveis destinos da placenta depois do parto

A placenta é tratada, em muitos lugares, como lixo hospitalar e descartada depois do nascimento do bebê, quando é expelida. Com tantos tabus em torno desse órgão que se desenvolve apenas durante a gravidez — a placenta possui início, meio e fim — é comum que as mulheres tenham dúvidas e até mesmo estranhamento ao ouvirem falar sobre placentofagia, o ato de comer a placenta após o nascimento, comum entre os demais mamíferos. E cada vez mais famílias decidem escolher outro fim ao órgão que nutriu o seu bebê durante a gravidez.

A placenta é um anexo embrionário responsável pelas trocas de nutrientes e gases entre a mãe e a criança, atuando como um filtro para diversas substâncias, além de produzir hormônios responsáveis pela manutenção da gestação. Ou seja, é ela que mantém o nosso bebê vivo e saudável dentro da gente. É a glândula que faz a função de órgãos como rim, pulmão e fígado. Depois da formação da placenta, por volta da 13ª semana de gestação, ela se fixa no endométrio, membrana que cobre a parede uterina.

Vale muito mais que uma refeição

A maioria das mães que comeram um pedacinho da placenta dizem que se sentiram absolutamente revigoradas após o parto. Acredita-se que o alto teor de ferro e a presença dos hormônios progesterona e ocitocina colaborem para o bem-estar da mãe, além de prevenir problemas como a depressão pós-parto e ajudar na produção de leite e recuperação do útero.

Por esses e outros motivos que Tatiana e Edson Medeiros, pais do Akin, toparam esse desafio. Ambos estavam em busca de um parto mais humanizado quando conheceram a doula Carolina Meira, filha de Maria e Rudmar, que lhes explicou os benefícios da placentofagia. Perguntada se teve receio ou nojo, Tatiana é categórica: “Em nenhum momento! Não sei como conseguem associar um órgão tão importante a esse sentimento. Sinto respeito, amor, gratidão por ter nutrido meu filho”.

Ela afirma que após o parto sentiu um cansaço intenso, mas que a ingestão da placenta reestabeleceu seu corpo: “Parecia que nada tinha acontecido. Tomei banho em pé e sozinha, não senti fraqueza nem tontura”. Edson não relutou em acompanhar Tati e confessa que tinha curiosidade: “Havíamos conversado sobre os benefícios e ela me perguntou se eu comeria. Eu disse que sim. Não tive nenhum receio”, afirma.

Para as mães praticantes da placentofagia o parto é mais do que uma experiência biológica. É o caso da terapeuta Clara Coelho, mãe de Wayra, que durante uma viagem de um ano pela América Latina confrontou-se com a diversidade de povos, desconstruindo muitas das referências que ela tinha para sua gravidez De volta ao Brasil, buscou grupos em defesa do parto humanizado e conheceu a placentofagia. “Resgatar um ato sadio e benéfico para a mãe e para o bebê era sim minha opção. Tinha um respeito imenso com aquele órgão. Era o meu corpo sendo capaz de curar-me e nutrir-me”, recorda.

Cuidados para ficar de olho

No entanto, a ingestão da placenta ainda divide médicos e especialistas, portanto é preciso alguns cuidados antes de tomar a decisão: “Não há benefícios comprovados e é necessário uma análise da placenta para verificar a existência de doenças”, reforça o ginecologista e obstetra Alfonso Massaguer, diretor clínico da Clínica Mãe, filho de Marilene e José.

Apesar da ausência de evidências científicas, há quem defenda a placentofagia por motivos que vão além da medicina: “A mulher é a protagonista do seu parto e a equipe está ali para auxiliá-la e respeitar ao máximo suas escolhas e isso não é diferente com relação ao pós-parto e a placenta”, afirma a obstetra Thalita Vital, da clínica Tia Cegonha, filha de Elília e Roberto.

A placenta pode passar por alguns problemas durante a gestação e entre os mais comuns está a sua localização considerada baixa dentro do útero (placenta prévia) ou profunda demais na musculatura (placenta acreta), além da falência placentária, fenômeno no qual o bebê não recebe a quantidade necessária de nutrientes pela placenta e o acompanhamento médico precisa ser ainda mais rigoroso. Infecções, calcificações e descolamentos também podem ocorrer.

O consumo de álcool, cigarros, drogas e medicamentos podem afetar a placenta e prejudicar o feto, como explica o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Cláudio Basbaum, pai de André, David e Alessandro: “Bebidas alcoólicas, fumo, drogas, poluentes atmosféricos e certos medicamentos comprometem a dimensão e a função placentária de nutrir e promover estas trocas gasosas entre mamãe e bebê. São substancias que causam lesões nos vasos placentários, alterando suas funções, e estão diretamente relacionadas ao resultado do bem estar fetal e seu crescimento”, afirma.

A parede uterina da mulher fumante apresenta pontos em que o sangue não circula. Quando a placenta falha em nutrir o bebê, ocorre o que os médicos chamam de insuficiência placentária que causa restrição do crescimento, prematuridade e até a morte do bebê. Por isso, é fundamental fazer o pré-natal, não fumar, não descuidar da alimentação e relatar ao médico imediatamente sangramentos e cólicas. Já em casos em que o bebê nasce empelicado, ou seja, ainda dentro da bolsa placentária que não foi rompida, o procedimento do parto é o mesmo e sem motivos para pânico, pois a membrana pode ser tranquilamente rompida de forma manual.

No mundo animal

Na natureza, todos os mamíferos tem o instinto de comer a placenta após o nascimento dos filhotes e um dos motivos para que isso aconteça é a intenção de não deixar rastros que possam atrair predadores. Quem já viu uma ninhada de cachorrinhos ou gatinhos nascendo, já presenciou esse momento. Curiosidade: os cangurus e dos ornitorrincos são os únicos mamíferos que não comem a placenta, porque a bolsa desses animais é externa.

“Os animais ingerem a membrana amniótica e depois a placenta para limpar o filhote e o local do parto, além de repor as perdas nutricionais”, explica a bióloga e professora do Colégio Objetivo Carla Debelak, mãe de Catherine e Beatriz. Para ela, uma gestação que segue orientações médicas e conta com uma dieta equilibrada e a ingestão de vitaminas torna a placentofagia um ato desnecessário para humanos, uma vez que o corpo da mulher está bem nutrido.

Distúrbios placentários

Placenta prévia: A placenta fixa-se na parte inferior do útero, onde o volume de sangue é menor, fazendo o crescimento do bebê estacionar e dificultando o parto normal. Ocorre geralmente no último trimestre de gestação

Placenta acreta ou acretismo: A placenta se fixa bem até demais no útero e torna a remoção na hora do parto complicada, seguida de uma hemorragia difícil de estancar. Quanto maior o número de cesáreas, maior a chance.

Descolamento de placenta

A placenta é separada parcial ou totalmente da parede uterina. Ocorre em mulheres fumantes, mulheres com pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou hipertensão. Ou ainda, no caso de choque abdominal ou quedas. Em 80% dos casos há cólica e sangramento vaginal.

Outros destinos

Existem laboratórios que encapsulam a placenta para ser tomada como um remédio. Em outros casos, ela é plantada e fica conhecida como “árvore da vida”, que muitas mães acreditam funcionar como uma proteção espiritual para a criança. Há também o “carimbo”, quando a placenta é colocada sobre um papel e forma um desenho que pode ser guardado como recordação.