Diretora de escola indiciada por maus-tratos e tortura está foragida da Justiça há um mês

Roberta Sermes, que foi indiciada por maus-tratos e tortura contra alunos de escola infantil, completa hoje 1 mês foragida da Justiça de SP

Resumo da Notícia

  • Roberta Sermes, acusada de maltratar e torturar alunos da escola particular que é dona, completa 1 mês foragida
  • A irmã dela também foi indiciada mas responde em liberdade
  • Acaba hoje o prazo para o cumprimento do mandato de prisão temporária de 30 dias contra Roberta
  • O advogado das irmãs contou que sabe onde Roberta está

Roberta Sermes, diretora da escola infantil Colmeia Mágica, investigada por maus-tratos e tortura de alunos, completa nesta sexta-feira, dia 22 de abril, 1 mês foragida da justiça. Ela teve decretada a prisão temporária no dia 22 de março, a pedido da polícia. Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram crianças sendo amarradas por camisas de força, enquanto choram no banheiro da escola.

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Em abril, a polícia indiciou a Roberta, a irmã dela e outra dona da escolinha, a pedagoga Fernanda Carolina Sermes, de 37 anos e Solange da Silva, de 55 anos, auxiliar de limpeza da creche. Elas foram acusadas por maus-tratos, tortura, associação criminosa, perigo de vida e constrangimento contra crianças. Tanto Fernanda quanto Solange respondem em liberdade, e as três investigadas se dizem inocentes e negam as acusações.

Polícia verificou 12 endereços à procura de diretora de escola que torturava crianças
Polícia verificou 12 endereços à procura de diretora de escola que torturava crianças (Foto: Reprodução/ R7)

O prazo para o cumprimento do mandato de prisão temporária de 30 dias contra Roberta acaba nessa sexta. Segundo a polícia, além de planejar fugir, ela também retirou materiais da escola para atrapalhar as investigações e ameaçou as funcionárias. A investigação já procurou a diretora em 20 endereços diferentes.

O advogado das irmãs Sermes, André Dias, comunicou à imprensa no mês passado que sabe onde Roberta está escondida, mas que ela não vai se entregar até que a Justiça julgue os pedidos para que ela não seja presa.

Entenda o caso

A escola e a diretora estão sendo investigadas depois que alguns vídeos viralizaram nas redes sociais. Nas imagens, crianças aparecem sendo amarradas por camisas de força, enquanto choram no banheiro da escola. Em um depoimento ao Fantástico, a mãe de uma das crianças fez um desabafo depois que as imagens foram divulgadas nas redes sociais. A diretora da escola já estava sendo investigada desde 2014, por ter arranhado um aluno.