“Ela fazia tudo para o meu pai brigar comigo”, desabafa jovem que foi envenenado pela madrasta

Bruno e Fernanda foram envenenados pela madrasta, e infelizmente a menina de 22 anos não sobreviveu. O jovem por outro lado foi internado e pôde contar sua versão da história

Resumo da Notícia

  • Bruno e Fernanda foram vítimas de Cíntia, a madrasta deles que envenenou os dois
  • Fernanda infelizmente morreu envenenada pela madrasta em Março
  • Mas Bruno sobreviveu e contou sua versão dos fatos

Bruno perdeu a irmã de 22 anos, que foi envenenada pela madrasta em Março, e quase morreu pela mesma causa que Fernanda, porém o jovem sobreviveu após também ser envenenado pela madrasta, Cíntia. Em entrevista exclusiva com o jornal Extra, Bruno contou sua versão sobre os fatos.

-Publicidade-

Em casa depois de uma internação que durou quatro dias, Bruno contou que tudo ia tudo bem na casa do pai naquele domingo e que em momento algum desconfiou da atitude da madrasta. “Como eu quase não ia mais lá, sempre era dia bom, ela não implicava mais comigo”, disse ele que, depois de comer, sentiu que tinha algo errado, mas não tanto. “Achei que fosse passar mal, mas não imaginei que fosse acontecer o que aconteceu”.

Cíntia envenenou os enteados, Fernanda morreu mas Bruno sobreviveu
Cíntia envenenou os enteados, Fernanda morreu mas Bruno sobreviveu (Foto: Reprodução/O Globo)

O jovem se mudou para a casa do pai logo no início da flexibilização da pandemia de Covid-19. Logo depois, foi a vez da Fernanda ir também. Ele lembrou como era a relação com a madrasta Cíntia, acusada de ser responsável pelo seu envenenamento. Ela também é suspeita de ter envenenado sua irmã, morta em março deste ano após sofrer uma parada cardíaca. ”Ela sempre foi uma mulher estranha. Às vezes estava tudo lindo, de repente ela começava tocando o terror — conta o jovem, dizendo que com o pai o tratamento era diferente. Ela dava ataque com a gente e tratava o meu pai como um rei. Nunca fez nada com meu pai. Uma mulher te tratando igual a um rei, o que você vai fazer?”

Bruno entendeu o comportamento do pai e fez questão de ressaltar que ele não tem culpa de nada do que aconteceu. “Ele se culpa por tudo o que está acontecendo, mas não tem que jogar a culpa nele. Ele perdeu a filha, quase me perdeu… Só quero dar tranquilidade para que ele não fique mal” disse Bruno. “Meu pai é muito família. No momento, ele não quer mais nada. Quem sabe no futuro, mas agora ele só quer a mim.”

Em casa, o dia a dia era de altos e baixos. Nada grave até então. Picuinhas, mas que desgastavam o convívio.  “Eram coisas bobas. Lembro que minha irmã queria dormir com a porta do quarto fechada e a Cíntia queria deixar a porta aberta para o ar condicionado ir para a sala. A minha irmã fechava, a Cintia abria. A minha irmã fechava, a Cintia abria. Até a hora que estourava uma briga”, contou Bruno, que evitava embates. “Ela que vinha brigar com a gente, dava um jeito de manipular para o meu pai vir reclamar com a gente. Ela fazia tudo para o meu pai brigar comigo”.

Fernanda morreu envenenada pela madrasta
Fernanda morreu envenenada pela madrasta (Foto: Reprodução/O Globo)

Foi a repetição desses episódios que fez com que Bruno pedisse para voltar para casa seis meses depois. ”Ela escondia a minha carteirinha do colégio, pegava o meu dinheiro da passagem para eu ter que pedir mais para o meu pai, apagava nossas mensagens. Quando fui conversar com meu pai, a gente brigou. Na cabeça dele, a gente tinha implicância com ela, e ela fazia tudo para ser assim. Ele não acreditava em mim, eu não queria ficar brigando direto, então fui embora. Foi quando falei que não aguentava ficar mais ali e liguei para a minha mãe”.

Apesar de todos os conflitos, Bruno nunca cogitou acontecer algo parecido. “Achei que pudessem piorar como implicância, sim. De morte, nunca. O que eu achava mesmo é que um dia ela ia tentar dar um golpe no meu pai, golpe de dinheiro. Mas era só isso. O negócio ali não era ciúmes, não. Era dinheiro. Meu pai é tranquilo com esse negócio de dinheiro. Se você quiser pegar o cartão dele e levar, ele deixa. Ela não esbanjava, mas tinha o cartão dele. Nem precisava pedir”, relatou.

Mais do que ter evitado uma tragédia maior, Bruno se sente acalentado por ter feito algo em memória da irmã. “Não tenho a sensação de ter salvado o meu pai, mas tenho de ter feito justiça pela minha irmã. Esquecer nunca vou esquecer, mas quero encontrar a tranquilidade. uma mulher que nunca me deu nada, levou a minha irmã e quase me levou”, finalizou Bruno.