Família

Estudo da Netflix mostra impacto positivo em pais e filhos

"13 reasons why" estreou em março do ano passado e trouxe discussões importantes como bullying, assédio sexual e depressão

Ana Beatriz Alves

Ana Beatriz Alves ,Filha de Maria de Fátima

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Até o começo de 2017, a Netflix conquistou 3,53 milhões de novos assinantes no mundo todo. E, se você faz parte desse número, já deve ter ouvido falar ou mesmo acompanhado “13 reasons why” (os 13 porquês). A série foi baseada no livro de mesmo nome do escritor Jay Asher, estreou no dia 31 de março do ano passado e levantou várias polêmicas, levando a várias discussões nas redes sociais  sobre bullying, depressão e assédio sexual. Para entender a repercussão da série, a Netflix decidiu encomendar uma pesquisa para entender como a audiência reagiu com os episódios.

Em um evento em Nova York, a líder da pesquisa, Dra. Ellen Wartella, diretora do Centro de Mídia e Desenvolvimento Humano da Northwestern University, apresentou o estudo e a metodologia que usou para chegar aos resultados. Foram entrevistadas pessoas dos EUA, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Brasil. Todos os países mostraram uma recepção muito boa do público, sendo a Austrália e Reino Unido mais neutros e o Brasil mais positivo.

Foram 5,400 entrevistados sendo pais e jovens entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, junto da Dra Ellen, a pesquisa foi dirigida por Alexis R. Lauricella e Drew P. Cingel. Dos 5,400 entrevistados, 74% sentiu que ver a série foi benéfico para eles e passa pessoas de sua idade e 67% disse que 13 reasons why apresentou uma versão autêntica do Ensino Médio, o que é bastante preocupante porque a série mostra um cenário bem assustador para os alunos.

Além disso, os entrevistados relataram que as série forneceu novas informações sobre vários assuntos difíceis. 84% disse que, os episódios os ajudaram a perceber que alguém do próprio convívio poderia estar sofrendo depressão mesmo sem sinais aparentes. E mais da metade dos pais enxergou a série como uma abertura para abordar esses assuntos com os filhos, segundo Dra Ellen, “os pais também se sentem representados pelos personagens e situações”.

Brian Yorkey, showrunner e produtor executivo de 13 reasons why conta que começaram a receber muitas cartas contando como a série salvou a vida delas. “Um menino escreveu que a vida dele estava muito difícil e que não fazia mais sentido e pretendia se suicidar durante as férias. Depois de assistir a série encomendada por um amigo, desistiu da ideia porque não queria causar o sofrimento para os pais como os de Hannah (personagem principal da série) sofreram”.  Com essa vontade de entender o que a série mudou na vida de muitas pessoas, foram atrás dos pesquisadores.

Do lado dos pais, a série permitiu que eles encontrassem formas de falar sobre os assuntos que ninguém parece ter nem base e nem coragem de falar sobre. Brian Wright, vice-presidente de Séries Originais da Netflix, disse que ficou feliz em saber a série estava sendo assistida pelos filhos e pais juntos. “Sabíamos que o livro eram bem consistente, então resolvemos adaptar a linguagem para falar com os dois públicos e poder ajudar de alguma forma.” Pensando nisso, eles se preocuparam bastante para trazer um roteiro o mais fiel possível da realidade do público de hoje em dia. “Não falar sobre suicídio não vai fazer com que não seja uma realidade dos jovens”, relata Dra Ellen.

Saber da realidade dos jovens é importante para nos mostrar a que devemos nos atentar e isso pode e deve começar na infância.

A segunda temporada ainda não tem data, mas estreia ainda este ano na Netflix

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