Família

Família é tudo: “Quando me sinto esgotada na luta contra o câncer, meus filhos me estimulam”

Conheça a história da Samantha já. É inspiradora!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

(Foto: Acervo Pessoal)

(Foto: Acervo Pessoal)

As histórias não param de chegar! Muitas famílias estão mandando suas histórias e participando do projeto “Lá em casa é assim”, parceria da Pais&Filhos com Natura Mamãe e Bebê. Estamos aprendendo com todas elas, afinal não tem fórmula para criarmos os nossos filhos e sempre precisamos de ajuda.

Ficamos muito felizes em receber a história da Samantha, que tem nos filhos um grande apoio para enfrentar um momento difícil da vida.

“Me chamo Samantha Leal, tenho 39 anos e sou jornalista. Sou casada com o Ronald e tenho dois filhos, o Arthur, de 5 anos, e o Pietro, de 1 ano e 5 meses.

Há dois anos fui diagnosticada com câncer de mama, fiz várias cirurgias e hoje faço quimioterapia oral. Mesmo assim, me sinto sortuda.

Durante o início do tratamento, descobri que estava grávida. Parei com tudo – tratamento, trabalho – e me dediquei àquele serzinho, meu pequeno milagre. O Pietro nasceu saudável, porém com um problema no pé, Pé Torto Congênito. Com 10 dias ele começou a usar uma botinha de gesso, que era trocada toda semana. Com 5 meses ele fez um cirurgia e hoje usa somente uma palmilha. Graças à Deus ele está andando e seu desenvolvimento é normal.

Depois de tanta turbulência, achei que nossa família merecia viver com mais qualidade de vida, então nos mudamos do Rio de Janeiro para Florianópolis no início de 2017.

Então, minha rotina é a seguinte:

De manhã trabalho de home office, por isso levanto às 6h, tomo café, dou um jeito na casa, dou mamadeira para o Pietro e lanche para o Arthur. Preparo as mochilas e uniformes e deixo o almoço adiantado. O Arthur começa o dever de casa (às vezes ele faz assim que chega da escola). Enquanto eu trabalho, as crianças brincam e veem televisão. Às 11h todos vão para o banho, almoçam e se arrumam pra escola.

Depois do almoço, por volta de 12h30, pego todo mundo e levo pra escola, que é bem perto de casa, depois vou para o trabalho.

Por volta das 18h saio do trabalho e vou buscar a turma. Chegamos em casa, dou lanche ou janta e brinco um pouco com eles. Como sou assessora de imprensa, o meu trabalho não para, por isso sempre me pego no celular resolvendo alguma coisa. Em determinadas ocasiões quem pega as crianças na escola é meu marido, pois estou trabalhando em algum evento até tarde.

Eu era workaholic antes de ser mãe. Com o primeiro filho tive que reduzir, mas mesmo assim fazia com que o Arthur se adaptasse à minha rotina. Depois, quando tive o câncer e veio o Pietro, percebi que nada mais era importante, somente a minha família. Hoje só faço o que me dá prazer e não prejudica meus momentos com eles.

E assim, levamos. Não contamos com ajuda de babá, mãe ou sogra. Somos só nós aqui.

A vida é muito louca, pois tenho que me dividir em mil, principalmente porque o meu enteado, Davi, de 7 anos, veio morar conosco. Então agora são 3 crianças. E o meu tratamento do câncer continua e, juntos com ele, os efeitos colaterais. Tem dias que me sinto esgotada, mas eles me estimulam!

Eu procuro criar os meus filhos de forma livre, sem muitas neuras. Aqui conversa predomina!”

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