Familiares da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça se juntam pedindo recuperação da criança

Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça, Alice Rocha, fazem vigília pedindo recuperação da criança

Resumo da Notícia

  • Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça fazem vigília pedindo recuperação
  • A garota foi atingida enquanto comprava pipoca
  • Ela continua em estado gravíssimo

Durante a noite da última quinta-feira, 2 de junho, os familiares e amigos da menina de 4 anos que foi atingida por uma bala na cabeça enquanto comprava pipoca fizeram uma vigília em frente ao local em que a garota estuda, a Creche Municipal Criança do Futuro.

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Eles fizeram orações pedindo a recuperação de Alice Rocha, que segue internada em estado gravíssimo. Ela passou por uma cirurgia para estancar a pressão craniana. Segundo o hospital, para a TV Globo, em que ela está internada, não foi encontrada a saída do projetil.

Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça se juntam pedindo recuperação da criança
Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça se juntam pedindo recuperação da criança (Foto: Reprodução/TV Globo)

A avó da criança, Glória Ferreira da Silva, desabafou sobre a situação da garota para a TV Globo: “É muita ruindade, muita maldade que fizeram com a minha neta. No momento, nós só estamos pedindo oração por ela. O que importa, neste momento, é a vida dela”, disse ela. “Eu quero justiça. Isso não pode ficar impune. É muita gente, muita criança inocente pagando por uma guerra que não é nossa, é deles”, continuou.

Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça se juntam pedindo recuperação da criança
Familiares e amigos da menina de 4 anos que foi baleada na cabeça se juntam pedindo recuperação da criança (Foto: Reprodução/TV Globo)

A outra avó de Alice, Elaine Soares, também disse para o portal: “Falaram que ela estava estável. Os sinais vitais dela estão bons. Graças a Deus, a gente sabe que cada passo é um passo, mas a gente crê na vitória dela, ela é uma guerreira”.

Pai lamenta sobre a situação de Alice

Uma menina de apenas 4 anos, foi atingida na cabeça durante uma troca de tiros entre milicianos e policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em Curicica, na Zona Oeste do Rio, na última quarta-feira. Alice Rocha voltava da escola, e estava com a mãe comprando pipoca quando foi atingida.

Socorrida inicialmente por um primo e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Taquara, Alice precisou ser transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde passou por uma complexa cirurgia. A avó da criança, a técnica de enfermagem Elaine Soares Medeiros de Souza Mariano, de 44 anos, contou ao jornal Extra que não conseguiu dormir à noite, porque vive “um pesadelo”.

A menina foi baleada durante uma troca de tiros entre policiais e milicianos
A menina foi baleada durante uma troca de tiros entre policiais e milicianos (Foto: Reprodução/Jornal Extra)

Na manhã da última quinta-feira, muito emocionada, ela chegou ao hospital para obter informações sobre o estado de saúde de Alice. Ao lado de seu filho e pai da criança, o pizzaiolo Lucas Soares Medeiros, de 24, que chorava o tempo todo, ela contou como a neta foi baleada. A menina voltava da Creche Municipal Criança do Futuro, ao lado da mãe, a vendedora de salgados Andressa Silva de Oliveira Feitosa, de 22, — que está grávida de três meses — quando foi atingida por um tiro na cabeça. Elas estavam na Rua André Rocha, a 15 minutos de distância de casa.

Na manhã de ontem, a família da menina afirmou que os médicos informaram que o quadro é “estável, com os sinais vitais bons e não teve alteração” após a cirurgia. “A gente sabe que cada passo é importante. Esse é um pesadelo. Mas a minha neta é de muita fé. Ela pede para a gente colocar louvor. Ela sempre pergunta se pode ter três amores: as duas avós e Deus. Ela é uma criança de muita garra e de muita fé. Eu creio que Deus está agindo e ela vai sair dessa”, contou a avó.

O pai da menina disse ter esperanças de que a filha se recupere o mais rápido possível. “É como se fosse um pesadelo que está sendo difícil de acordar, mas, graças a Deus, ela está estável. Logo, logo ela vai tá em casa com a gente. Eu só quero acordar desse pesadelo”, contou Lucas, na noite de ontem, poucas horas depois da filha ser baleada. Ele completou: “Por toda a comunidade, é uma criança muito querida por todos”.