Filho fala com a mãe pela primeira vez após ela ficar 27 dias desaparecida na Ucrânia

A paraibana Silvana Pilipenko morava com o marido ucraniano na cidade de Mariupol – uma das mais afetadas pela Guerra na Ucrânia. O filho dela contou que conseguiu conversar com a mãe por poucos minutos, e não sabe quando falará com ela de novo

Resumo da Notícia

  • Filho fala com a mãe pela primeira vez após ela ficar 27 dias desaparecida na Ucrânia
  • A paraibana Silvana Pilipenko morava com o marido ucraniano na cidade de Mariupol - uma das mais afetadas pela Guerra na Ucrânia
  • O filho dela contou que conseguiu conversar com a mãe por poucos minutos, e não sabe quando falará com ela de novo

Um homem conseguiu falar pela primeira vez com a mãe após ela ficar 27 dias sem dar notícias da Ucrânia. A paraibana Silvana Pilipenko morava na cidade de Mariupol com o marido ucraniano Vasili Pilipenko. Gabriel é filho de Silvana, e contou que conseguiu conversar com a mãe por poucos minutos – e não sabe quando falará com ela de novo.

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Segundo ele, para a Folha de São Paulo, a mãe teria dado últimas notícias de que a situação em Mariupol estava cada vez mais insustentável desde o começo da Guerra na Ucrânia. Isso porque, por lá, a população enfrentava a falta de energia elétrica e água, além da escassez de alimentos nas prateleiras dos supermercados. Por isso, Silvana constantemente avisava que em breve estaria sem internet e, por causa disso, não conseguiria mais contatar a família.

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Mariupol foi uma das mais afetadas pela Guerra na Ucrânia (Foto: Reprodução/ Youtube)

“A internet ainda estava muito ruim, e ele conseguiu falar com ela por poucos minutos. A única certeza é que estava viva, e a gente fica feliz com isso”, contou a irmã de Silvana e tia de Gabriel, Rosimeri Vicente. Até agora, a família sabe que Silvana está indo em direção a Crimeia com o marido e a sogra, de 86 anos de idade. Silvana morava na Ucrânia há 27 anos.

Gabriel é engenheiro e estava a trabalho em Taiwan. Contudo, ao saber no conflito na Ucrânia, foi às pressas para a Alemanha para tentar ter notícias e melhorar a situação da mãe e ainda tentou ir para Odessa, na Ucrânia, mas foi impedido pelas autoridades por causa de bombardeios na região. A família de Silvana não sabe se ela tentará ir para outros países da Europa, ficará pela Crimeia ou tentará voltar para o Brasil.