Instituto Butantan está desenvolvendo soro capaz de tratar pacientes com covid-19

Durante uma coletiva de imprensa, foi anunciado que o Instituto Butantan já possui 3 mil frascos para o início da fase clínica. A Anvisa ainda deve aprovar os testes na próxima semana

Resumo da Notícia

  • O soro anti-SARS-COV-2 poderá diminuir tratar o agravamento dos sintomas e curar pacientes com covid-19
  • Até o momento, existem 3 mil soros prontos para o teste clínico
  • Sobre o aumento de internações, a cada dois minutos, três pacientes no estado de São Paulo dão entrada em UTIs ou enfermagens

Nesta sexta-feira, 5 de março, em uma coletiva de imprensa realizada pelo governo do estado de São Paulo, João Doria anunciou que o Instituto Butantan está desenvolvendo um soro capaz de tratar o agravamento dos sintomas e curar pacientes com covid-19.

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O soro anti-SARS-COV-2 está aguardando aprovação da Anvisa para entrar na fase de testes clínicos (Foto: iStock)

“A expectativa é de que na próxima semana a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorize os testes do soro”, comenta Doria. Até o momento, 3 mil frascos já estão prontos para serem utilizados no estudo clínico. O Instituto Butantan produz soros há 120 e, no caso anti-SARS-COV-2, está imunizando cavalos nas fases de teste. Felizmente, foi possível notar a produção de anticorpos nos animais.

Como o soro anti-SARS-COV-2 é feito?

A partir do antígeno vírus SARS-COV-2, material fonte, ele é purificado e inativado por radiação. Em seguida, a imunogenicidade foi testada em camundongos para depois ser levado para imunizar os animais, no caso, os cavalos. Os animais, submetidos ao vírus, desenvolveram anticorpos, no qual foi coletado o plasma para o produto em si.

Até o momento, já foi enviado um pedido de estudo clínico à Anvisa. Os resultados dos testes preliminares mostraram ser promissores. “Esperamos que a mesma efetividade também aconteçam no teste clínico”, comenta Dimas Comas, diretor do Instituto Butantan.

9ª semana epidemiológica de 2021

Jean Gorynchtein informou sobre os dados da 9ª semana epidemiológica de 2021 por conta da covid-19 e lamentou o aumento do número de casos. “Nós estamos na maior crise pandêmica do nosso país. Temos que conter a expansão da pandemia”.

Até o momento, o Brasil já registrou 260.970 mortes por covid-19. “São pais, filhos e avós, que foram enterrados e tiveram suas vidas destruídas de forma precoce pelo covid-19”. Há 11 dias, as taxas de ocupação em UTIs mostravam 6410 pessoas internadas, já nesta semana, o número sobre para 7892. “A cada dois minutos, três pacientes no estado de São Paulo são internados, seja na UTI, ou em uma enfermaria”, lamenta Jean.

A cada dois minutos, três pessoas são internadas por covid-19 em UTIs ou enfermarias (Foto: iStock)

Em agradecimento aos profissionais da saúde, Gorynchtein disse que “os números de óbitos só não foram maior por causa de vocês. A garra desses trabalhadores é o que nos traz o bálsamo e nos dignifica a esperança”.

Sobre a alocação de pacientes, foi informado pelo secretário que “será identificado as pessoas com uma maior gravidade, além de usarmos toda a nossa expertise para acolhê-los. Os pacientes que não precisam de oxigênio, por exemplo, poderão ser alocados em outros hospitais, de forma segura, exclusiva, para que eles tenham acolhimento e dignidade de assistência”.