Mãe de Eliza Samudio conta que neto se sente culpado pelo crime e quer conhecer pai

Sônia Moura, que está cuidado de Bruninho desde então, também disse que está lutando na justiça para que o goleiro pague pensão

Resumo da Notícia

  • Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, contou como está o neto hoje
  • Ela cuida dele desde que a filha faleceu
  • A avó desabafou que o neto se sente culpado pelo que aconteceu

A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, comentou como está o neto Bruninho Samudio, aos 11 anos de idade, após cerca de 10 anos da morte da modelo, assassinada pelo goleiro Bruno Fernandes, pai do menino.

-Publicidade-
A mãe de Eliza Samudio falou sobre como está o neto após 10 anos (Foto: reprodução/Instagram/O Tempo)

Em entrevista ao jornal Extra, Sônia contou que tenta oferecer uma infância como de qualquer outra criança para ele. Morando em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, relembrou um episódio recente.

“Dia desses, ele me questionou sobre a morte da mãe porque se sente culpado pelo crime. Nunca tinha visto ele se revoltar ou ficar tão abalado. Vi meu neto socar o colchão dele com força… Disse que ele não é culpado de nada. O único culpado nessa história é o pai”, explicou ao site Extra.

A avó também comentou sobre um novo desejo do menino: “Pela primeira vez ele manifestou a vontade de conhecer Bruno. Mas diz que esse dia só vai chegar quando puder estar na mesma altura que ele, para olhá-lo nos olhos”.

O menino que joga como goleiro na escolhinha de futebol também também sonha em conhecer Rogério Ceni, seu ídolo. “Ele é são paulino, como a mãe”, completou. Enquanto Sônia ainda está na Justiça buscando que Bruno cumpra as funções burocráticas de pai, ela faz o possível para que o garoto não saiba detalhes do crime.

Assim, eles vivem com o trabalho do avô, como tapeceiro. “Agora na pandemia ficamos mais apertados. Tenho meu sítio no interior, mas não posso morar lá por causa da escola do menino. Pago aluguel e todas as contas dele. Desde que minha filha morreu, vivo em função da criação do meu neto. Eu tinha muito medo de ele ficar sozinho e de fazerem algo com ele. Protejo mesmo”, pontuou.

E ela finalizou: “Não é fácil. Nunca foi. Tento preservá-lo ao máximo dessa tristeza toda. Eu não quero que a morte dela seja esquecida. Mesmo que apenas uma pessoa lembre. Não quero que meu neto tenha os traumas que tem pelo resto da vida. É um carma pesado demais”.