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Família

Mãe é proibida de amamentar depois do parto por diagnóstico falso de HIV

O caso aconteceu em Pernambuco

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Amamentação é muito importante nos primeiros dias de vida do bebê (Foto: GettyImage)

Não é novidade que a amamentação é muito importante para o bebê. Além de todas os benefícios para saúde dele, também ajuda a criar uma conexão maior entre o filho e a mãe. Porém, uma mãe em Pernambuco foi proibida de amamentar. A família, depois do parto, se dispôs a doar o cordão umbilical do bebê e para isso, foi submetido a exames. Os resultados diagnosticaram HIV e por isso ela não poderia dar o leite. A grande questão é que ela não era portadora da doença e tudo não passou de um erro médico.

O Supremo Tribunal de Justiça, em uma nota oficial, explicou que os médicos reconheciam a importância do leite materno nos primeiros dias de vida do bebê, por conta disso decidiram fazer um novo exame para confirmar o diagnóstico. Apesar da urgência, a coleta só foi feita quatro dias depois.

O relator do recurso do hospital, ministro Luis Felipe Salomão, se pronunciou e afirmou que a demora aconteceu por erro da equipe, já que o exame deveria ter sido providenciado o mais rápido possível, o que teria evitado que o bebê ficasse tanto tempo “privado do alimento essencial ao seu desenvolvimento físico e psíquico”.

O STF condenou o hospital a pagar R$ 10 mil de danos morais à família por entender que era uma situação de urgência e o hospital deveria ter feito refeito a coleta de sangue imediatamente. O caso não foi dado como negligência médica, já que o resultado por que, de acordo com eles, “falso positivo da presença do vírus HIV é uma situação comum”.

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