Mãe procura filhos entregues para doação por conta de condição financeira: “Dei eles porque foi preciso”

Maria Ciraira Dias da Silva afirmou que não irá desistir de encontrar os filhos a qualquer custo

Resumo da Notícia

  • Maria Ciraira Dias da Silva está em busca dos filhos que colocou para adoção
  • As crianças foram entregues sem certidão de nascimento, mas se chamavam Juvenilson e Fabrícia
  • De acordo com a agricultora, ela precisou tomar essa decisão por conta de dificuldades financeiras

Maria Ciraira Dias da Silva, de 55 anos de idade, está em busca de 2 dos três filhos que ela precisou entregar para adoção em 1989. De acordo com a agricultura, esta foi a única opção encontrada por ela na época, que enfrentava problemas financeiros graves há 33 anos atrás, no distrito de Miritituba, no sudoeste do Pará.

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Atualmente, Juvenilson e Fabrícia, bebês que foram entregues à outras famílias, devem ter 33 e 34 anos, respectivamente. A dificuldade das buscas da mãe aumenta porque ambas as crianças não tinham certidão de nascimento.

Maria Ciraira e a filha mais velha, Patrícia
Maria Ciraira e a filha mais velha, Patrícia (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

“No tempo que eu dei eles, o pai [das crianças] me abandonou lá na cidade de Itaituba, no interior. Fiquei grávida do Juvenilson e quando eu ganhei [deu à luz o bebê], ele não voltou. Fiquei na casa de um e de outro com os meus dois filhos e foi aí que eu cheguei a conclusão de dar eles para a doação, porque eu estava sofrendo muito com eles e era a casa dos outros, né?”, relembra Maria Ciraira, conhecida também como dona Cira ao portal de notícias do g1. 

Sobre as características físicas dos filhos, ela conta que Fabrícia tinha a pele morena, cabelos ondulados e negros, e Juvenilson tinha a pele mais clara e cabelos castanhos.

“Quero encontrar meus filhos para que eu possa conhecer cada um deles, para ver como eles estão. É muito importante para mim conhecer eles, porque eu dei meus filhos, mas não foi por vaidade e nem por acaso. Eu dei eles porque foi preciso, para não ver eles passando fome junto comigo, para ver eles terem uma vida melhor, porque comigo, naquele momento que eu estava, eles não iam ter essa vida”, conta ainda a mulher.