Mãe recusa pedido de médico para abortar filha que nasceu sem braços e dá resposta emocionante

“Eu preciso dela porque ela me completa, completa minha família, de maneiras que nunca percebi”, conta Vanessa McLeod

(Foto: Reprodução/Love What Matters)

Com 19 semanas de gestação, a canadense Vanessa McLeod descobriu que sua filha Ivy não tinha os dois braços. “A notícia pareceu um soco no meu estômago. Fiquei sem ar e chorei demais. Nunca tinha pensado na possibilidade da minha filha não ter os braços. Fiquei devastada”, desabafou a mãe, em entrevista ao portal Love What Matters. “Hoje é muito difícil falar sobre isso porque eu me sinto culpada por esses sentimentos, mas eu também sei que eles foram parte do processo”.

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Na época, o ginecologista orientou Vanessa e seu marido a consultarem um geneticista para entender mais sobre o problema da bebê. “Eu achei que a consulta me daria mais esperanças, mas foi o contrário. Senti que o médico estava me dizendo que havia acabado, que não havia esperanças. Fiquei chocada quando o médico disse para eu abortar. E quando eu e meu marido começamos a dizer para ele que queríamos manter a gravidez, ele disse bruscamente: ‘mas pense na qualidade de vida…ela não vai ter mãos!’”.

A conversa com o médico deixou a família muito abalada, mas o marido de Vanessa deu todo o apoio à mãe e a melhor resposta ao médico. “Depois daquela consulta, eu lembro que senti tantas dúvidas. Eu sempre fui a favor da descriminalização do aborto, mas eu, pessoalmente, nunca faria um. Mas aquela conversa com o médico mexeu muito comigo. O médico fez eu me sentir culpada por querer manter a gravidez. Assim que tive um momento de privacidade com meu marido, ele olhou para mim e disse com muita certeza e muita paixão: ‘Eu vou fazer o que for preciso para cuidar dela. Eu farei qualquer coisa. Eu vou construir a prótese que precisar. Eu vou cuidar dela durante toda a vida dela’”.

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(Foto: Reprodução/Love What Matters)

Vanessa conta que ficou muito emocionada com a resposta do marido e teve certeza que queria seguir com a gestação. “Naquele momento, eu soube que ele estava certo. As coisas começaram a fazer sentido. Senti que o universo me escolheu, de milhões de mães, para ser a mãe de Ivy. Eu até acho que ela mesma me escolheu. O universo sabia que eu a amaria. Que eu lutaria por ela e seria tudo o que ela precisava de uma mãe. Mas então as coisas mudaram novamente. E em vez de pensar que Ivy precisava de mim, comecei a perceber que sou eu quem precisa dela. Eu preciso dela porque ela me completa, completa minha família, de maneiras que nunca percebi. Ela é um bálsamo para a minha alma, uma pomada para as feridas do passado. Ivy vai me ensinar coisas que eu não acho que precisava saber, ou talvez não quisesse saber”, relata.

O casal seguiu com a gestação e Ivy nasceu quatro semanas mais cedo. “Ela simplesmente não podia esperar para se juntar ao mundo. Ou talvez ela soubesse que eu precisava dela aqui, precisava ter certeza de que ela ficaria bem, segura em meus braços, finalmente. No momento em que a segurei em meus braços, senti muita paz. E quando ela abriu os olhos e olhou para mim pela primeira vez, eu sabia que ela estava exatamente onde deveria estar”, conta Vanessa.

(Foto: Reprodução/Love What Matters)

“Segurando minha menina nos braços e, enquanto relembro sobre o momento em que descobri seus braços, olho para seus perfeitos braços pequenos e sorrio. Eu amo seus braços e eu a amo. Eu não trocaria ela por nenhum outro bebê no mundo. Ela é minha. Ela deveria estar comigo e eu deveria estar com ela. E nos encaixamos tão perfeitamente juntas”, relembra.

Atualmente, Ivy tem três meses e está se desenvolvendo normalmente. “Ivy cresceu aos trancos e barrancos, mas atingiu todos os marcos de desenvolvimento. Eu gostaria de poder enviar os vídeos dela para o médico que sugeriu que nós abortássemos. Eu gostaria de poder mostrar o belo sorriso de Ivy e como ele ilumina não apenas o rosto todo, mas todo o ambiente. Eu gostaria que o médico pudesse ouvir o som mágico de suas risadas”, conta Vanessa.

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