Família

Mãe solo desabafa sobre preconceito que sofreu no Tinder: “Se não casou é que não vale muito”

Que absurdo!

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Mãe desabafa sobre experiência no Tinder (Foto: Arquivo Pessoal)

Ser mãe solo não é uma tarefa fácil, além do trabalho dobrado, ainda existe muito preconceito. Fernanda Teixeira, professora, mãe e solteira desabafou nas redes sociais sobre a péssima experiência que teve no Tinder. A mulher de 27 anos já tinha usado o aplicativo de relacionamentos outra vez, mas acabou excluindo por não se sentir tão bem. Ela percebeu que era muito comum ver fotos de homens ao lado de crianças, mas no caso das mulheres, é bem raro. “Esconder a maternidade é necessidade”, afirmou ela.

Uma amiga socióloga propôs que Fernanda fizesse um tipo de experimento social e reativasse o perfil. Foram 83 matchs com homens entre 24 e 34 anos. Entre todos, ela selecionou um top 10 de conversas que a deixaram indignada, mas não surpresa. “Foi uma semana forte. não fez bem pro meu ego, mesmo”, relembrou.

Entre as conversas, vários comentários desnecessários. Por exemplo:

“Que bom que você avisa que tem filho. Assim facilita e a gente não tem surpresa. Não se apaixona, nem se ilude. Como é mãe, já sei que não rola nada sério”

“Separada? É que mulher com filho a gente pergunta né… Se não casou é que não vale muito”

Alem de mãe é burra. Você tem problema. Tem filho e fica no Tinder catando outra barriga,
feminista suja”

“Coitada da criança com uma mãe dessas que fica procurando macho.”

“Sou marinheiro e busco apenas aventuras. Você ser mãe facilita as coisas, já que não precisamos fingir ingenuidade e podemos pular os cortejos.”

Na opinião da Fernanda, a cultura da misógina que gira em torno da maternidade coloca as mulheres em uma posição isolada e abre as portas para um sentimento muito comum entre as mães: a solidão. “Logo depois que me separei, passei por vários ‘relacionamentos’ que tinham um traço forte em comum: Todos homens que me relacionei me esconderam socialmente. O primeiro homem que me assumiu socialmente, no entanto, era mais um dos abusadores emocionais que estão por aí. E eu caí, como uma presa, em mais um relacionamento abusivo porque estava recebendo atenção”, lembrou ela.

“Eu queria ter escrito mais, muito mais mesmo; mas não deu. Prefiro manter minha saúde emocional minimamente estável no dia de hoje porque sei que tem muita mulher que aguenta firme coisas muito piores. Reconheço meus privilégios”, finaliza.

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