Família

Marcos Mion mostra o filho explicando o que é o amor e escreve texto emocionante sobre autismo

O apresentador é pai de Romeo, Stefano e Donatella

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

Foto da família de Marcos Mion na festa de aniversário de 40 anos do apresentador (Foto: reprodução / Instagram)

O apresentador Marcos Mion, pais de Romeo, Stefano e Donatella, é conhecido nas redes sociais por demonstrar carinho e amor pelos filhos a cada publicação. Na tarde deste domingo, 30 de junho, Marcos compartilhou com seus seguidores no Instagram um vídeo do filho que tem autismo Romeo, de 14 anos, explicando o que é o amor.

Junto com a publicação, o apresentador escreveu um texto sobre o menino que está emocionando os fãs da família. Para assistir ao vídeo clique aqui. E leia o depoimento de Mion completo abaixo:

“O amor definido por ele mesmo. Eu sempre digo que se fosse um filme onde o sentimento amor se transformasse em uma pessoa, ele viraria o Romeo.

Esse vídeo que a @suzanagullo fez de uma conversa que estava tendo com ele enquanto esperavam eu ir numa montanha russa com os dois menores, fez meus olhos encherem de água. É uma pureza muito grande! É um anjo que propaga esse sentimento de Deus!

Muitas vezes é difícil para eles entenderem e se adaptarem a um mundo neurotipico, difícil lidar com as frustrações constantes que nós causamos nele por termos tantos sentimentos humanos e imperfeições.

A batalha não tem que ser dos autistas tentando se encaixar no nosso mundo, a batalha tem que ser nossa, dos neurotipicos, tentando se assemelhar e aprender os verdadeiros valores que Deus mandou pra Terra através das crianças especiais.

Como disse o Romeo com toda sua sabedoria: “Pra gente celebrar o amor”! Tem muita coisa que ele não entende, mas a mais importante de todas, o amor, ele é”.

Marcos Mion e Suzana Gullo com os filhos Stefano, Romeo e Donatella (Foto: reprodução / Instagram)

10 curiosidades sobre o autismo

  • 1- É mais comum em meninos
    Os estudos indicam que, por conta do desenvolvimento neurológico diferente de meninos e meninas, o autismo está mais presente nos meninos, pois o cérebro das meninas tolera mais mutações genéticas e essa característica traz uma proteção contra o desenvolvimento de um quadro de autismo.
  • 2- Meninas com autismo tem mais epilepsia
    O autismo em meninas aumenta os riscos de ocorrências epilépticas. Tal mecanismo ainda não é bem compreendido pela medicina, mas suspeita-se que os fatores capazes de proteger as meninas do transtorno estariam ligados a uma contrapartida: o quadro seria mais severo e com maior chance de desenvolver deficiência intelectual e epilepsia em menina.
  • 3- A causa parece mesmo ser genética
    Por anos, achava-se que o autismo era uma anomalia gerada por “mães geladeiras” ou por famílias que não davam carinho e retorno afetivo suficientes aos filhos. Mas, desde os anos 70, com pesquisas confiáveis mostrando a associação dele com doenças neurológicas, epilepsias, síndromes genéticas, malformações cerebrais, etc., a teoria vem caindo por terra e o consenso entre especialistas hoje é de o autismo é um transtorno biológico e geneticamente herdado.
  • 4- Nem todo autista tem problema na fala
    O autismo difere de acordo com a pessoa.  Existem os que não falam, os que falam com dificuldades e aqueles que falam com perfeição e seguindo todas as regras gramaticais, inclusive. O importante é saber que mesmo falando bem, quem tem autismo apresentam dificuldade para se expressar de acordo com o contexto social e tendem a falar de forma mecânica e repetitiva.
  • 5- Eles costumam  não gostar de escrever
    Muitas crianças e jovens com autismo apresentam problemas motores, de coordenação, e/ou de percepção sensorial para sentir, reconhecer o tato e dificuldade para manipular lápis ou canetas. Tal limitação faz com que muitas delas evitem escrever. Com isso, acabam não criando habilidade do escrever. Portanto, são necessárias intervenções especializadas para corrigir, aos poucos, essa dificuldade.
  • 6- Nenhum autista é igual
    A variedade de apresentação clínica do autismo é uma das marcas principais.  Para além das características básicas, os prejuízos cognitivos, comportamentais, sensoriais, de linguagem e de nível intelectual mudam de criança para criança.  O motivo é a variabilidade genética envolvida e as diferenças de ambiente e do momento da intervenção nestas crianças.
  • 7- Medicação faz bem para todos os autistas
    O uso de medicações no autismo é importante especialmente para aqueles com severos comportamentos antissociais, agressivos, opositores e que possam levar a epilepsia e problemas de sono. Mas nem toda a criança com autismo precisa ser medicada! Deve-se, sempre, avaliar caso a caso.
  • 8- A idade materna avançada aumenta risco de autismo
    Isto é fato! A idade para ser mãe pode influenciar o risco de ser uma criança com autismo. Ficar grávida acima dos 40 anos eleva muito o risco de se ter um filho autista.  Dados do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) – uma espécie de Ministério da Saúde do Reino Unido, mostram uma relação direta entre a idade materna e o aparecimento do autismo em  crianças.
  • 9- Nem todo autista tem deficiência intelectual
    Nem toda criança com autismo tem deficiência intelectual. Muito pelo contrário!  Cerca de 5% tem altas habilidades ou superdotação. Além disso, 40% apresentam nível de inteligência normal. São aptos, portanto, para a vida escolar e acadêmica. Assim, reconhecer esta condição e estas particularidades é importante para se evitar a ideia de que autistas, em geral, não conseguirão aprender.  Entretanto, 50% deles têm deficiência intelectual.
  • 10- Autista beija e abraça
    Sim, eles beijam e abraçam!  Não é porque são autistas que não fazem nem um nem o outro…  O fato não está no ato em si (beijar, abraçar),  mas como beijam e abraçam no ambiente e de que forma expressam suas manifestações de carinho.  O autista faz isto muitas vezes de forma repetitiva, sem intencionalidade espontânea, forçados pelos outros ou o fazem de forma estranha, compulsiva.

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