Família

Olha essa história: “Perdi a confiança da minha filha e demorei anos para reconquistar”

Esta mãe aprendeu que uma ferida não cicatriza tão rápido. Mas com amor e esforço, tudo dá certo no final!

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Suzanne Hayes compartilhou um texto com o site PopSugar sobre um problema sério que enfrentou em sua família, ela era viciada em álcool e por causa da bebida teve dificuldade em construir um vínculo afetivo com sua filha. Mas tudo acaba bem! Leia o texto da americana:

“Minha filha fez um gol em seu último jogo de hockey e depois de pular para comemorar, ela tirou as luvas e apontou para mim. Eu chorei. Eu sei que parece uma reação dramática, mas nossa história é diferente e bastante complicada.

Por anos, eu fui tudo o que uma mãe não deveria ser. Quebrei promessas, menti e minha filha não encontrou em mim o apoio emocional e físico que toda criança merece. Sou alcoólatra. Durante os primeiros anos da vida dela eu estava sempre distante. Ela foi forçada a amadurecer muito rápido e aos poucos construiu uma parede emocional para me manter longe e se proteger do constante medo e desapontamento que sentia.

Quando minha filha completou 10 anos, eu me livrei da bebida de vez! Fiz reabilitação por 6 meses e quando voltei para casa como uma nova pessoa esperava que nosso relacionamento ficasse bem imediatamente. Esperava que ela me parabenizasse pelos meses de lutra contra o álcool. Eu me sentia pronta para conversar, abraçar e beijar minha filha, mas não foi assim. Fiquei chocada e me senti rejeitada.

Depois de um tempo entendi que eu mesma tinha causado tudo aquilo. Meu vício fez cicatrizes na minha filha que não seriam fáceis de sarar. Ela encontrou seu próprio jeito, aos 10 anos, de me dizer: “Mãe, ainda estou assustada”. Deixei que ela me dissesse tudo que queria, com a frequência desejava. Comecei a ouvir mais, isso foi parte do nosso processo de cura.

O caminho foi longo e eu esperei pacientemente. Aprendi a ser menos egoísta e esperar minha filha se curar no tempo dela. Vi muitas amigas de escola abraçarem as mães enquanto ela não aguentava um toque meu. Sentia inveja, mas confiei que tudo ficaria bem. Ela sempre me dava esperanças de que a nossa jornada juntas estava progredindo.

As lições que aprendi durante esse processo são preciosas. Minha filha me ensinou que são o perdão e amor incondicional através de suas atitudes. Ela viu o melhor em mim quando não havia nada bom para ver, não desistiu da mãe. Mas talvez a lição mais importante foi que boas coisas vêm para aqueles que esperam. Porque nós continuamos construindo essa confiança e agora a nossa ligação é muito especial.

Estou sóbria há mais de quatro anos, minha filha está com quase 15 anos. Continuo dando tempo e espaço para quando ela precisa. E hoje sempre me emociono com coisas simples desde uma foto que ela pede para tirar comigo até um ‘eu te amo, mãe’. Porque essas pequenas coisas são provas de que existe amor, reconstruímos nossa confiança”.

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