Pfizer inicia teste de pílula contra a covid-19

A farmacêutica anunciou os primeiros testes do remédio para tratar pessoas infectadas com coronavírus nesta segunda-feira, 27 de setembro

Resumo da Notícia

  • A Pfizer anunciou nesta segunda-feira (27) que iniciou testes de uma pílula contra a covid-19
  • A farmacêutica começou os primeiros testes na Bélgica
  • Eles já estão nos ensaios clínicos intermediários para comprovar a eficácia do remédio

A Pfizer anunciou nesta segunda-feira, 27 de setembro, que iniciou os testes para uma pílula contra a covid-19. A farmacêutica afirmou que se trata de um remédio que, com eficácia comprovada, será capaz de tratar pessoas já infectadas com o coronavírus.

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O ensaio clínico contará com 2600 voluntários adultos infectados com a covid-19 em estágio inicial. Sendo assim, o grupo se dividirá entre pessoas que receberão placebo e doses do medicamento duas vezes ao dia durante 5 a 10 dias.

O objetivo deste teste é avaliar a eficácia da pílula no tratamento de pessoas com infecção do SARS-CoV-2 – o vírus que causa a covid-19 – até o 14º dia de exposição. Se o remédio comprovar sua eficácia, ele será de extrema importância na hora de evitar que diagnósticos de covid-19 avancem para um quadro mais grave de saúde e possível morte.

O remédio será capaz de conter o avanço da doença para casos mais graves
O remédio será capaz de conter o avanço da doença para casos mais graves (Foto: Getty Images)

Contudo, é válido destacar que o medicamento será eficaz apenas em pacientes que estiverem no estágio inicial da infecção. Isso porque os sintomas graves da covid-19 não são replicações do vírus – que é o que impede a pílula – mas sim respostas imunológicas do próprio organismo infectado com o vírus.

O medicamento chamado de PF-07321332 teve os testes iniciados em março de 2020 – combinado com um remédio que trata a aids. “Acreditamos que o combate ao vírus exigirá tratamentos eficazes para as pessoas que contraírem ou forem expostas ao vírus, complementando o impacto que as vacinas tiveram”, afirmou Mikael Dolsten, chefe de pesquisa científica da Pfizer.