Registros de nascimentos caem 4% no Brasil após o início da pandemia

Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística confirma que os números de nascimento estão em queda no Brasil, entre as possíveis causas está a pandemia do covid-19

Resumo da Notícia

  • Dados confirmam queda nos registros de nascimento e casamento
  • Entre as possíveis casas, a covid-19 é levantado como a principal
  • Pesquisas também confirmam que mulheres estão sendo mães mais tarde

Segundo pesquisas do IBGE, o número de casamentos reduziu no Brasil no ano de 2020 em comparação com o de 2019. Os dados publicados confirmam que os casamentos no civil diminuíram em 26,1%, sendo classificado como a maior queda da série no instituto.

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O número, que estava em queda desde 2015 se intensificou no último ano, e entre as possibilidades está a pandemia do covid-19, que causou a quarentena e o fechamento temporário de alguns serviços não essenciais. A região que apresentou a maior queda de registros de casamentos foi o Nordeste com um número de 27,8%, seguida pelo Centro-Oeste, que acumulou 27,7%.

Número de registros de casamentos caiu em 2021
Número de registros de casamentos caiu em 2021 (FOTO: Reprodução / IBGE / G1)

Além dos dados sobre casamentos, foram divulgados os controles de registro de nascimentos, que também estão em declínio. O instituto divulga que a queda de nascimentos foi de 4% comparado à 2019 e os estados que apresentaram maior queda foram Roraima, Acre e Amazonas.

Em entrevistas para o portal G1, a gerente de estatísticas civil do IBGE, Klivia Brayner explica os possíveis motivos do declínio de nascimentos, “Já vínhamos observando uma tendência na queda das taxas de natalidade. Em 2016, ano de epidemia do zika vírus, houve uma queda mais elevada, acima de 5%. Mas, em 2019, em que não houve nenhum evento demográfico dessa importância, também tivemos redução dos nascimentos. Em 2020, contudo, cabe ressaltar que a pandemia pode ter agravado o adiamento dos registros, por conta da dificuldade de deslocamento até os cartórios. Então, pode ser que uma parte dos 133 mil registros de nascimentos a menos tenha apenas sido postergado”, afirma.

Além dos tópicos apresentados, também foi estudado a idade das mães, o que comprovou que as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde. Os dados confirmam que em 2020, pela primeira vez, mães entre 20 e 29 anos representam 48,7% dos registros de nascimento, que em 2000 eram 54,5%.