Sono do bebê: dicas de ouro para começar (agora!) uma rotina saudável com o seu filho

Ter uma noite de sono tranquila e relaxante faz uma baita diferença para o desenvolvimento do bebê. Por isso, é superimportante aderir hábitos diários para auxiliar nos hormônios do crescimento, além de ajudar a criança a reunir todos os aprendizados do dia

Resumo da Notícia

  • Saiba como você pode auxiliar no sono do seu filho
  • Enquanto dorme, o bebê reúne os aprendizados do dia, além de liberar os hormônios do crescimento
  • Veja como criar uma rotina para toda a família

Durante o desenvolvimento do bebê, as boas noites de sono fazem toda a diferença. É durante este momento que seu filho reúne tudo o que aprendeu ao longo do dia, além de liberar os hormônios do crescimento, que são superimportantes! Quando apresentam alguma dificuldade para dormir, a família também têm sua rotina afetada, podendo causar stress, cansaço e ansiedade.

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Saiba como melhorar a rotina de sono de toda a família (Foto: Shutterstock)

De acordo com Nanda Perim, psicóloga e educadora parental integrativa do comportamento e do sono infantil, mãe de Théo e Gael, é importante que a criança tenha uma rotina de sono, a fim de buscar uma melhor qualidade. “As pessoas se concentram demais no momento de colocar a criança para dormir, e esquecem que todo o restante do dia influencia muito mais o sono do que os últimos dez minutos antes dela adormecer”, explica.

Conforme a idade da criança, os períodos de sono podem ser maiores ou menores. Segundo a psicóloga, a média fica entre 11 a 13 horas dormidas por dia. Para te ajudar nesta missão, te contamos algumas dicas de ouro para relaxar e criar uma rotina noturna para toda a família. Olha só:

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Sonecas da tarde são tudo!

É verdade! Se realizadas em diversos períodos do dia, podem ajudar a liberar a pressão homeostática que fica acumulada no corpo da criança. Isso influencia na regulação dos níveis de cortisol, possibilitando uma menor irritabilidade da criança ao longo do dia, principalmente entre os três ou quatro anos de idade. Conforme seu filho fica mais velho, é comum que este hábito comece a diminuir.

De olho na alimentação

Você sabia que é possível melhorar a qualidade do sono com os alimentos certos? Para isso, aposte em refeições com triptofano, a matéria-prima da melatonina, que ajuda a regular o sono. Nanda Perim orienta que ele pode ser encontrado em: peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão azuki, lentilha, soja), semente de abóbora, linhaça, aveia, arroz integral, chocolate amargo e queijo tofu. “Antes de dormir, opte por comidas leves, alimentos amigos do intestino, que não vão atrapalhar o sono por excesso de gases ou dificuldade na digestão. E fuja de açúcares e cafeínas”, recomenda.

Xô, assaduras!

O cuidado com a pele do bebê pode influenciar (e muito!) sobre como será a noite de sono. “Sabemos que problemas de pele podem deixar a criança agitada, chorosa e com isso atrapalhar o sono. Isso é muito evidente na dermatite atópica, mas qualquer outra condição cutânea, incluindo dermatite de fraldas, pode deixar a criança irritada e, com isso, não dormir adequadamente. Por isso, devemos cuidar bem da pele do bebê para que não apareçam lesões”, explica a dermatologista Dra. Juliana Canosa, filha de Roberto e Christina, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e gerente médica da Bayer.

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Meu filho não dorme bem. Isso pode trazer riscos?

Depende. Em um primeiro momento, é importante diferenciar o despertar noturno e o não dormir. “Muitos bebês despertam, mas têm sono de qualidade, enquanto existem bebês que passaram por treinamento de sono estressante e podem dormir mal, mas chamar pouco os pais à noite”.

Entenda quando você deve interferir no sono do seu filho (Foto: Getty Images)

Quando existe um privamento de sono, seu filho pode apresentar um comportamento irritadiço, ou até mesmo tentar compensar a noite de sono durante o dia. “Esse déficit de sono pode ter consequências na consolidação da memória, no crescimento, na atenção e também na capacidade de aprendizado. Estudos demonstram que uma hora a menos de sono por noite pode significar dois anos de atraso escolar. Uma coisa interessante de entender é que, muitas vezes, essa privação não se dá por despertares noturnos, mas sim por falta de rotina. Por exemplo, uma criança que dorme tarde e precisa ir cedo para a escola está, naturalmente, com déficit”.

Quando posso interferir no sono do meu filho?

Nanda recomenda que os pais devem interferir quando a criança apresentar algum problema durante o sono como, por exemplo, os despertares muito frequentes. “Eles podem sinalizar necessidade de suprir demandas, como manter a criança mais aquecida ou diminuir luzes do ambiente ou até ruídos externos. Vale lembrar que um especialista deve ser consultado em casos mais graves.

Crie uma rotina de sono

A partir dos três meses de vida, os bebês começam a diferenciar o dia da noite, mas o processo geralmente só é consolidado com seis meses. Para auxiliar na regulagem, os pais podem inserir uma rotina noturna, que além de direcionar a criança, pode ajudar toda a família.

“Ter rotinas e rituais em casa transforma o dia das crianças, pois, assim, elas se sentem seguras, e essa previsibilidade facilita as atividades. Rotinas baseadas no ritmo da criança são essenciais, pois a sequência de eventos ajuda a estruturar seu organismo – além de ajudar a não esquecer detalhes importantes do dia, como pular sonecas ou deixar passar a hora de dormir (o que pode fazer com que ela vá mais estressada para a cama)”, explica Nanda.

A especialista recomenda que após as 18h, as luzes acesas dentro de casa sejam diminuídas, deixando a noite entrar. Uma hora antes de colocar o bebê para dormir, é importante criar uma atmosfera tranquila e, sempre que possível, usar tons de voz mais baixos. “Irmos acalmando e relaxando o corpo da criança em etapas também é importante, como o momento do banho (massagens também são ótimas para relaxá-los), contar histórias – tudo isso com atenção à luminosidade do quarto, que deve estar mais escuro, com as luzes baixas -, e sempre tentando criar uma conexão com a criança, demonstrando afeto e carinho”, comenta.

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