Vídeo mostra biólogos salvando filhote de pássaro que ficou preso em linha de pipa

Em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, um filhote de pássaro ficou preso em uma linha de pipa, mas graças a equipe do biólogo Mario Moscatelli o animal foi solto

Resumo da Notícia

  • Um filhote de pássaro ficou preso em uma linha de pipa em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro
  • O animal estava localizado na área de recuperação do manguezal de Gramacho
  • Graças a equipe do biólogo Mario Moscatelli o animal foi solto

Um filhote de pássaro ficou preso em uma linha de pipa em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O animal estava localizado na área de recuperação do manguezal de Gramacho. O socó-dorminhoco, também chamado de savacu, é uma garça de médio porte encontrada em grande parte do mundo, especialmente aqui no Brasil.

-Publicidade-

Na ocasião do resgate, os biólogos chegaram no momento exato, pois a ave estava imóvel no chão e poderia ter morrido afogada devido ao aumento da maré na Baía de Guanabara. “Se a maré enchesse antes do resgate, dificilmente ele teria mobilidade para escapar. Após a retirada da linha, o animal se reintegrou ao mangue”, escreveu a equipe do biólogo Moscatelli, que é reconhecido internacionalmente na luta pela preservação dos manguezais.

O pássaro foi encontrado preso em uma linha de pipa
O pássaro foi encontrado preso em uma linha de pipa (Foto: Reprodução/Instagram @moscatellimangue)

O socó-dorminhoco tem o nome científico (Nycticorax nycticorax), que deriva do grego antigo. Traduzindo, quer dizer “corvo noturno”, uma referência aos hábitos de alimentação noturnos e a vocalização da espécie, que “fala” de maneira muito parecida com a de um corvo. No ano passado, a equipe do biólogo Mario Moscatelli plantou 500 mudas da espécie mangue-vermelho todos os dias por mais de 4 meses.

A ação tem recuperado rapidamente o manguezal de Gramacho, com 40 mil metros quadrados de área plantada até o final de 2021. Por décadas, o local funcionou como um dos maiores aterros sanitários da América Latina. Hoje, graças ao trabalho de voluntários e biólogos do Rio de Janeiro, é possível ver como o espaço foi revitalizado.

Para ele, o sucesso na recuperação da área, até então dizimada e poluída de lixo e chorume, é uma prova de que é possível também recuperar outros manguezais ao redor da baía de Guanabara. “É cientificamente comprovado que os manguezais sequestram quatro vezes mais carbono do que qualquer outro tipo de floresta. E a capacidade de armazenamento é dez vezes superior, o que torna a preservação desse ecossistema ainda mais relevante”, defendeu o biólogo.