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Depois de 12 anos em hospital, menina vai para casa pela primeira vez

Letícia foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal no segundo ano de vida

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

(Foto: Reprodução / G1 / Carolina Diniz)

Dia 18 de outubro foi um dia histórico para Letícia Kerollen de Souza Oliveira, sua família e todos os funcionários do Hospital e Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, no Amazonas. Isso porque finalmente a menina teve alta, depois de 12 anos internada.

Lele, como é carinhosamente chamada, foi diagnosticada com AME (Atrofia Muscular Espinhal) aos 1 ano e 7 meses de idade. Desde então, ela vive no hospital – oito anos foram só na UTI e atualmente ela tem 14 anos. Na tarde do dia 18 de outubro, ela contrariou todas as expectativas médicas e foi liberada para ir para casa.

“Eles falavam que ela nunca ia poder sair da UTI. A alta do hospital é a realização de um sonho”, comemorou a mãe, Irene de Souza, em entrevista ao G1.

(Foto: Reprodução / G1 / Carolina Diniz)

AME

A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença irreversível e exige muitos cuidados específicos, como o uso de aparelho de respiração, sugador, sonda alimentar e fraldas, além do acompanhamento de profissionais médicos.

O tratamento de Lele continuará em casa graças ao auxílio do programa Melhor em Casa, que fornece serviços de uma equipe multidisciplinar.

(Foto: Reprodução / G1 / Carolina Diniz)

A despedida

Com tantos anos vivendo no hospital, Lele criou lá sua segunda família e se despedir não foi fácil. “A gente nunca pensou que esse dia fosse chegar. Eu trabalhei com ela desde que chegou na UTI. Pra mim, ela é como uma filha”, disse Núbia Belfort, técnica em enfermagem.

Em casa, Letícia foi recebida com festa, música, familiares e amigos e funcionários do hospital.

(Foto: Reprodução / G1 / Carolina Diniz)

Boas-vindas

Para receber a menina em casa pela primeira vez, a família preparou uma surpresa e reformou todo o quarto dela, que é cor de rosa.

“Vai ser nosso primeiro Natal. É um sonho realizado”, disse o padrasto Thiago Santos de Lima.

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