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Obesidade reduz chances de engravidar em até 30%

Dieta da fertilidade ajuda a manter hábitos saudáveis na gestação

Excesso de peso diminui suas chances de engravidar (Foto: iStock)

O excesso de peso reduz chances de engravidar e pode ser perigoso durante a gravidez. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam um aumento de 75% nos casos de obesidadenos últimos 10 anos. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesos.

Ainda segundo o estudo, cerca de 23% das mulheres em idade reprodutiva (de 16 a 45 anos) apresentam sobrepeso ou obesidade. Em relação aos homens, só no Brasil há mais de 82 milhões com sobrepeso, sendo que um, em cada cinco homens, possui obesidade.

Ou seja, se você está pensando em ter filhos, o ideal é que você e seu parceiro cuidem da saúde e se atentem ao próprio peso. Outros estudos mostram o impacto negativo da obesidade na fertilidade do casal. Mulheres com obesidade apresentam queda na taxa mensal de gravidez de até 50% em relação às mulheres com a mesma idade e com peso normal. Em relação à obesidademasculina, o impacto pode ser ainda maior. Homens obesos apresentam diminuição de até 60% na fertilidade, pois a obesidade pode ocasionar baixa quantidade e qualidade do sêmen.

Sabemos que todos os nutrientes têm sua importância para a saúde do nosso corpo, e isso não seria diferente para as “tentantes”. Além da alimentação balanceada, manter hábitos saudáveis e praticar exercícios físicos regulares são fatores essenciais para o bom funcionamento de todos os órgãos e tecidos, inclusive do sistema reprodutor. Por isso, a recomendação é sempre procurar um médico especialista para que ele possa analisar o seu caso específico e te orientar da melhor forma para você conquistar a tão sonhada gravidez!

Uma alimentação adequada e direcionada pode elevar as chances de engravidar em até 40%. A dieta lowcarb é mais recomendada para aumentar as chances de gravidez, e pode ser adotada como a dieta da fertilidade. Deve-se evitar doces e carboidratos refinados, como farináceos (pão, macarrão, massas, bolos, etc) e aumentar a ingestão de gorduras poli-insaturadas e ricas em ômega 3 (salmão, atum, abacate, castanhas, amêndoas).

A dieta também deve incluir frutas frescas, vegetais, peixes, carnes magras, nozes, azeite de oliva extravirgem, ovos e, preferencialmente, alimentos orgânicos. Recomenda-se evitar carne vermelha, café, refrigerantes, chá preto ou mate e derivados do leite, além do álcool e alimentos processados e industrializados.

A ingestão de alimentos ricos em vitamina B6 como banana, oleaginosas e abacate diminuem os efeitos da endometriose, aumentam a implantação do embrião e diminui a chance de aborto em até 30%. No homem, o consumo de alimentos com selênio, zinco, vitamina C e E aumentam a motilidade dos espermatozoides. Peixes contêm esses elementos e as vitaminas são encontradas nas frutas cítricas e oleaginosas, respectivamente. Mulheres com síndrome de ovário policístico, devem optar por carboidratos complexos como arroz integral e fontes de gorduras boas, como óleo de coco.

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