Estudo afirma que 25% das crianças recebem antibióticos incorretamente

A pesquisa foi feita na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, com mais de 10 mil pacientes

Resumo da Notícia

  • O estudo durou mais de um ano
  • 27% recebe remédio errado pelos especialistas
  • Pneumonia e infecções respiratórias foram a maior porcentagem de prescrição de antibiótico errado
  • E importante todos os especialistas pensarem bem sobre os riscos e benefícios de qualquer remédio

 

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Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, descobriu que um em cada três pacientes dos hospitais infantis americanos recebe pelo um menos um antibiótico. E deles, 25% foram dados desnecessariamente. O estudo aconteceu entre julho de 2016 até dezembro de 2017 e os especialistas prescreveram antibióticos 17.110 vezes, mas 3.593 foram consideradas desnecessárias.

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Os pesquisadores analisaram cerca de 12 mil pacientes de 32 hospitais infantis. Entre os casos mais comuns do uso inadequado de antibióticos foram:

27% — “incompatibilidade” entre medicamento e infecção, ou seja, antibiótico errado.
17% — uso contínuo após a cirurgia para prevenir infecções no local da cirurgia.
11% — uso desnecessários.
11% –  devido ao uso de antibióticos de amplo espectro, quando na verdade um medicamento direcionado a um tipo específico de bactéria era o necessário.

Outro ponto importante foi que pneumonia ou outras infecções respiratórias foram responsáveis pela maior porcentagem de prescrições desnecessárias, com 18%. De acordo com o pediatra da universidade, Jason Newland, a resistência das crianças a antibiótico é perigoso. “Os germes que vivem em nossa pele, intestino e corpo são realmente importantes para manter o equilíbrio e a saúde. Os antibióticos prejudicam isso e, portanto, não temos uma boa compreensão do impacto do risco a longo prazo”, disse o Aron Lane-Davies, chefe do Bronson Medical Group.

Para evitar isso, ele explica que é importante todos os especialistas pensarem bem sobre os riscos e benefícios de qualquer remédio. “Todas as decisões que tomamos sobre o tratamento de uma criança devem ser em equipe: com os pais, com a criança, se apropriado, e com a equipe de atendimento. Por isso, incentivo os pais a perguntarem sempre qual é o risco desse antibiótico e quais são os benefícios”, completou.

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