Remoto ou Presencial? Pesquisa mostra qual método deixa as crianças mais felizes para estudar

Segunda dados do Datafolha 56% dos pais perceberam uma evolução dos filhos nas aulas presenciais

Resumo da Notícia

  • Um pesquisa feita pelo Datafolha mostrou que as crianças estão mais animadas com a volta das aulas presenciais
  • Redes municipais e estaduais já retornaram 100% para o ambiente presencial
  • Especialistas sugerem que o ensino báscio seja prioridade nas voltas presenciais

As redes municipais e estaduais retornaram com as aulas 100% presenciais após quase dois anos sem abrirem as portas. Quando se trata de aulas presenciais e remotas todos possuem uma opinião sobre a diferença entre elas. Segundo uma pesquisa do Datafolha 56% dos pais  perceberam uma evolução dos filhos nas aulas presenciais, enquanto o percentual é de 41% para os que continuam em aulas remotas.

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O levantamento – encomendado por Itaú Social, Fundação Lemann e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – ouviu 1.301 pais e responsáveis de todas as regiões do país entre 13 de agosto e 16 de setembro. A pesquisa revelou que 87% dos estudantes que frequentam as aulas presenciais se sentem mais animados, segundo a visão dos pais. A parcela que afirmou que os filhos se sentem mais otimistas é de 80%, enquanto 85% acreditam que os alunos estão mais interessados pelos estudos.

Segundo a pesquisa alunos que tiveram as escolas reabertas enfrentam menos dificuldade
Segundo a pesquisa alunos que tiveram as escolas reabertas enfrentam menos dificuldades (Foto: Getty Images)

58% dos alunos se sentiram desmotivados no ensino remoto, e o número cai para 51% entre os que já voltaram à escola. E na aprendizagem também houve comparação, 56% dos pais e responsáveis sentem que os filhos estão evoluindo melhor nas aulas presenciais, enquanto apenas 41% dos que continuam em aulas remotas sentem a mesma coisa.

“(Os dados) também apontam para a necessidade de um esforço conjunto da sociedade para recuperar a confiança e a autoestima dos estudantes para que eles permaneçam na escola e possam recuperar mais rapidamente as defasagens no aprendizado geradas pela pandemia”, disse Daniel Bonis, diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann.

Os especialistas acreditam que a volta presencial das aulas deve ser priorizada para o ensino básico, mas ficar de olho nas crianças e adolescentes. “Se os protocolos de segurança forem seguidos, os riscos à saúde não devem ser maiores do que o que enfrentamos no dia a dia. No entanto, é necessário observar também o impacto psicológico que esta readaptação do convívio social causa nos alunos”, sugere a coordenadora de Inovação em Educação do Instituto Unibanco, Jane Reolo.