Confirmado! Saiba quando as aulas presenciais voltarão em São Paulo e como irá funcionar

O governo do estado divulgou a nova data de retorno para o a rede municipal e particular, além de falar sobre a situação do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em uma reunião, realizada ontem, também foi definido sobre o Ensino Superior

Resumo da Notícia

  • O governo de São Paulo irá manter a previsão da volta às aulas presenciais
  • Saiba como irá funcionar o retorno
  • Os prefeitos de cada cidade terão autonomia para decidir as datas

Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o governo de São Paulo decidiu que irá manter a previsão do retorno às aulas presenciais no estado para o dia 7 de outubro. A escolha foi tomada para toda a rede de ensino, da educação infantil ao ensino superior, tanto para instituições públicas como privadas. Será necessário que os prefeitos liberem o retorno dos alunos às atividades.

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Os prefeitos terão autoridade para decidir sobre o retorno (Foto: Getty Images)

Nas mais de 5 mil escolas, especificamente para a rede estadual, o governo optou que apenas retornem alunos do ensino médio e de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na data mencionada. Para os estudantes do ensino fundamental da rede estadual, a previsão da volta às aulas presenciais deve acontecer no dia 3 de novembro.

“O plano de volta às aulas em 7 de outubro para escolas estaduais, municipais e particulares está mantido. Evidentemente vamos respeitar a autonomia de prefeitos para a abertura em suas cidades. A rede estadual manteve a volta no ensino médio e da EJA. No ensino fundamental, a volta está programada para 3 de novembro. A decisão de começar pelo ensino médio é que essas etapas são as mais afetadas pela evasão escolar, que prejudica especialmente os estudantes mais pobres”, explicou João Doria, de acordo com informações do G1.

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Sobre a liberação das atividades escolares, os prefeitos terão autonomia para seguir medidas mais restritivas. Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, o ensino superior também irá retornar às aulas presenciais em outubro. Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, disse que priorizar a volta do ensino médio funciona como uma estratégia da rede estadual de ensino. Mas do ensino infantil ao superior, em escolas particulares e redes municipais, os prefeitos poderão decidir sobre este retorno.

“O plano apresentado pelo governo do estado não está alterado. Pelo governo, por estarmos há 28 dias no amarelo [do plano de flexibilização da economia], está autorizado a partir do dia 7 de outubro tanto da educação infantil até o ensino superior tudo que foi apresentado. Desde que se respeite a autoridade municipal. Se o município autorizar no âmbito de seu território atividades de volta às aulas, a privada poderá fazer. A segunda parte da apresentação é exclusivamente da estratégia da rede estadual de educação, que é uma autorização para o ensino médio”, disse o secretário.

Saiba como o retorno irá funcionar (Foto: iStock)

Para Taís e Roberta Bento, embaixadoras da Pais&Filhos e criadoras do SOS Educação, as escolas devem retornar ao ensino presencial ainda este ano, mas sem esquecer de todas as medidas essenciais de segurança: “Nossa visão é de que a escola deve reabrir ainda esse ano sim. É fundamental seguir todos os protocolos de segurança e abrir de acordo com a liberação dos especialistas da área de saúde, mas de maneira alguma considerar que não vale a pena porque estamos nos aproximando do final do ano. Escola sempre vale. Não importa por quanto tempo, mas dar a oportunidade para que as crianças voltem a sentir o gostinho de estar no segundo ambiente mais seguro que faz parte da vida é um dever de todos nós. Além disso, deixar a escola para o próximo ano, depois de todas as outras instituições terem aberto, é estabelecer na mente de nossos filhos um lugar de pouca importância para a educação. Em diversos outros países, os adultos seguem abrindo mão de praia, bar, cinema e teatro, para que os filhos possam ir para a escola com o menor risco possível de contágio”.

São Paulo

Na quinta-feira, 17 de setembro, em uma reunião para decidir o retorno às aulas presenciais, o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, e a equipe decidiram não autorizar o retorno para os alunos do ensino infantil, fundamental, e 1º e 2º ano do Ensino Médio. No caso do 3º ano, ainda não está definido se a volta acontecerá em outubro deste ano.

Novas datas serão decididas em novembro (Foto: Getty Images)

O plano, na prática, visa que nas salas de aula os alunos mantenham o distanciamento de 1,5 metro entre as cadeiras. A nova data de retorno, prevista para o dia 2 de novembro, poderá acontecer no entanto se a situação de contaminação pelo novo coronavírus não piorar no país.

De acordo com Bruno Caetano, secretário municipal de Educação, as quatro séries críticas (3º, 6º e 9º ano do fundamental, além do 3º ano do ensino médio) poderão voltar as aulas presenciais primeiro. “Iniciaremos, quando pudermos retornar presencialmente, pelo terceiro ano Ensino Fundamental, pelo sexto ano do Ensino Fundamental, pelo nono ano do Ensino Fundamental e pelo terceiro ano do Ensino Médio. Há uma razão pedagógica para isso. No ano seguinte, esses alunos estarão mudando de ciclo, tornando a recuperação das aprendizagens mais difíceis”.

Cronograma

Sobre o cronograma do ano letivo, ainda segue sem definições. Segundo o secretário, é “prematuro” falar em suspender as férias de verão para recuperar o conteúdo de 2020. É previsto que após a reabertura das escolas, uma prova seja aplicada para rever os impactos que o ensino causou. “Qualquer questão levantada agora seria não embasada tecnicamente, mas nós vamos, sim, lançar mão de todas as estratégias possíveis para dar tranquilidade aos pais, estudantes e professores de que nós recuperaremos toda a aprendizagem”.

Retorno do Ensino Superior e atividades extracurriculares

Em entrevista coletiva, Bruno Covas explicou que no dia 7 de outubro, será liberado o retorno para o ensino superior, além de atividades extracurriculares nas escolas como, por exemplo, cursos de inglês. “Não tem mais sentido, com os dados que nós temos, continuar a proibir o ensino superior na cidade de São Paulo. E em relação aos alunos de 0 a 17 anos, de responsabilidade do município, estado e rede privada, vamos liberar a partir de 7 de outubro as atividades extracurriculares”.

Em seguida, o prefeito complementou: “Vamos continuar a realizar os inquéritos tanto de adultos quanto de crianças para poder avaliar e manter essa mesma linha ou de ter outra posição a partir de 3 de novembro”. De acordo com dados do G1, mais de 244 mil alunos das escolas públicas e privadas tiveram contato com o novo coronavírus em São Paulo. Destas, 66% são assintomáticas.

O ideal é que o protocolo seja padronizado pelas instituições (Foto: Getty Images)

Protocolos de segurança

Milton Ribeiro, o ministro da Educação, visa estabelecer um protocolo de biossegurança para a volta às aulas presenciais, focando na educação básica de crianças e adolescentes. O objetivo da proposta é padronizar e evitar que as regiões adotem medidas pouco seguras.

Dentre as recomendações, é importante que o número máximo de alunos por sala seja respeitado, além do distanciamento mínimo e medidas de segurança no preparo da alimentação escolar. Será considerado também peculiaridades e risco de contaminação por faixa etária.

Com R$ 525 milhões repassados para o alivio do impacto financeiro nas escolas, causados pela pandemia, o dinheiro será utilizado para a compra de itens de higiene, serviços de desinfecção de ambientes, pequenos reparos, adequação das salas de aula para receber os alunos e um melhor acesso à internet, de acordo com o ministro.

Segundo entrevista ao UOL, Milton Ribeiro disse que pelo MEC as aulas “voltariam amanhã”, mas que para uma boa decisão, é preciso considerar todos os riscos existentes e respeitas as separações de responsabilidades entre os estados e municípios. “Não temos legitimidade legal para determinar a volta. Podemos dar, sim, as opiniões e oferecer protocolos de biossegurança. Podemos dar todo o suporte, inclusive financeiro. […] Vamos participar do momento de transição até chegarmos à total volta da normalidade”, concluiu.

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