Casa de acolhimento cria horta comunitária para ajudar idosos a se sentirem mais ativos

O local fica em Rio Claro, São Paulo e está aberto a 110 anos contando com a presença de 84 idosos que ajudam a manter a cozinha abastecida com frutas e verduras

Resumo da Notícia

  • Casa de acolhimento cria horta comunitária para idosos se sentirem ativos
  • Devido a pandemia os idosos não puderam sair para nenhum lugar por isso criaram a horta
  • A horta abastece o asilo e o excedente é vendido para as feiras locais

O Asilo São Vicente de Paulo, em Rio Claro, São Paulo, teve uma ideia genial de criar uma horta para que os residentes idosos pudessem ajudar e se sentir mais ativos nessa fase da vida. O local conta com 84 idosos que durante a pandemia ficaram entediados sem poder sair para nenhum lugar, essa iniciativa de criar uma horta comunitária foi graças à coordenadora-voluntária Maria Rosa Pereira. Ela disse que a horta nasceu com o propósito de dar aos nossos idosos uma atividade ao ar livre.

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Os benefícios incluem: poder se exercitar, ao mesmo tempo que mantém contato direto (e constante) com a natureza, ao ar livre, e se sentir mais ativo e participativo no asilo. “Eles pararam de receber visitas e já não podiam mais sair às ruas. Para aqueles com mobilidade reduzida, foram criados canteiros suspensos para que eles também pudessem usufruir desta terapia.”, contou Maria.

Os idosos se sentem felizes em poder contribuir com a horta
Os idosos se sentem felizes em poder contribuir com a horta (Foto: Reprodução/Razões para Acreditar)

A coordenadora destaca 4 idosos que sempre se dispõem a ajudar independente do horário, fazem isso por puro prazer. Um deles é o Antônio Casassa, 94, que fica responsável pela lavoura e só termina o serviço quando o sol já está forte.

Funciona como uma terapia, uns ficam responsáveis pela irrigação, outros pela colheita, e assim por diante, cada um tem uma função designada e ajuda da forma que pode. “Eu particularmente me emociono muito, pois ali estão pessoas que trabalharam pelo país, criaram famílias, fizeram parte da construção da sociedade que hoje vivemos. E o tempo é fugaz. Poder ver o brilho nos olhos de cada um é gratificante. O zelo com o próximo nos faz um bem indescritível.”, contou Maria.

A casa de acolhimento vive praticamente de doações, infelizmente devido a pandemia as festas que eles realizavam para arrecadar dinheiro não podem mais ser realizadas. A horta abastece a cozinha do local e o excedente é vendido em feiras locais.