Caso Henry: pai do menino organiza carreata para pedir justiça pelo filho

Leniel Borel usou as redes sociais para convocar um protesto que está marcado para acontecer nesta segunda-feira, 5 de abril, em frente a prefeitura da Barra, no Rio de Janeiro

Resumo da Notícia

  • Leniel Borel usou as redes sociais para organizar uma carreata para pedir justiça por Henry Borel, de 4 anos
  • O evento está marcado para esta marcado para essa segunda-feira, 5 de abril e começara em frente a prefeitura da Barra, no Rio de Janeiro
  • Henry Borel, faleceu no último dia 8, mas as circunstâncias ainda não foram esclarecidas. D

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, de 4 anos, usou as redes sociais para organizar uma carreata para pedir justiça pelo filho, que faleceu no dia 8 de março. O evento está marcado para esta marcado para essa segunda-feira, 5 de abril e começara em frente a prefeitura da Barra, no Rio de Janeiro, e seguirá para a 16ª Delegacia de Polícia da Barra, responsável pela investigação do caso.

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Pai do menino Henry promove carreata no Rio na segunda-feira (Foto: Reprodução / Instagram)

Henry Borel, faleceu no último dia 8, mas as circunstâncias ainda não foram esclarecidas. De acordo com o G1, na versão apresentada à polícia, o casal estava com a criança no apartamento, Henry foi encontrado desacordado e socorrido para o hospital.

Monique disse acreditar que o filho possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama e se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona. Segundo os responsáveis pela investigação, a queda da cama não provocaria lesões em todo o corpo, mas na parte que eventualmente tivesse tido contato com o chão. No laudo médico é relatado que a criança já deu entrada no hospital sem vida, sendo a causa uma hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente.

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Os investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) já ouviram depoimentos de 17 pessoas sobre o caso. Ao todo, 11 celulares foram apreendidos – são aparelhos de Jairinho (padastro), Monique (mãe de Henry) e Leniel (pai do menino).

Declaração de Dr. Jairinho ao pai de Henry Borel

Após a perda de Henry, de 4 anos, na madrugada do dia 8 de março, o pai do menino Leniel Borel, disse em entrevista à Veja que tenta entender o que aconteceu com o filho. O caso está sendo investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro.

Caso Henry Borel (Foto: Reprodução/ G1)

“Só quero a verdade. Não é porque alguém conhece esse ou aquele sicrano ou tem muito poder que pode ficar impune”, disse Leniel. As circunstâncias da perda do menino ainda não foram esclarecidas. Na versão apresentada para a polícia, a mãe do menino, Monique Medeiros, disse ter acordado do quarto onde estava com o namorado, Dr. Jairinho, após ouvir um barulho vindo do quarto em que o filho dormia e o encontrou caído, gelado e com os olhos revirando.

O laudo médico é relatado que a criança já deu entrada no hospital sem vida, sendo a causa uma hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente, o que não se enquadra em um acidente doméstico coo afirma o padrasto e a mãe de Henry.

Leniel disse que pensou em pedir um exame de corpo delito do filho após lembrar das queixas de que o ‘tio Jairinho’ o machucava e ‘abraçava forte demais’, mas desistiu porque nunca havia marcas no corpo do menino. Segundo à Veja, o pai do menino recebeu diversos relatos de ex-namoradas de Dr. Jairinho afirmando agressões aos filhos. Ele ainda diz não entender como Monique defende o médico.  “Não sei se está envolvida diretamente ou se tem medo do poder que ele diz ter. Mas não vou deixar que o culpado da morte do meu filho fique impune”, disse.

Em outras declarações, o pai de Henry disse que pensou em pedir a guarda do filho após ouvir as reclamações do filho. “Sei que não havia como prever que iria acontecer uma monstruosidade com meu filho, mas me culpo por não ter tomado uma medida mais drástica. Cheguei a falar algumas vezes com a Monique que se ele continuasse a reclamar que estava sendo machucado por esse tio, eu iria levá-lo para fazer um exame de corpo delito e recorrer à Justiça. A questão é que embora rejeitasse cada vez mais a casa da mãe e do Dr. Jairinho, meu filho não apresentava qualquer marca pelo corpo. Só naquele último fim de semana que ele tinha um machucado no nariz. Perguntei o que era, mas não soube dizer. Eu tinha receio de levantar uma suspeita tão séria, não se confirmar no exame e perder o direito de ver o Henry”, afirma Leniel.

Ao ser questionado se acredita que Monique está envolvida na morte do filho, Leniel diz que acreditar que sim e que, as começaram após receber o laudo médico. “Para mim a luz amarela acendeu quando eles disseram que o Dr. Jairinho havia ido dirigindo para hospital, naquela madrugada, enquanto ela fazia respiração boca-a-boca. Como assim, ele não é o médico? Nunca soube em dez anos que convivi com essa mulher que ela tivesse qualquer experiência em primeiros socorros. Comecei a estranhar aí”, começou.

“Depois que meu filho morreu, a Monique também fez pressão para eu acelerar o enterro. Fui para a delegacia e para o IML resolver as questões burocráticas. A Monique ficou ligando e mandando mensagens para eu agilizar tudo, que queria que ele fosse enterrado rápido e com caixão fechado. Expliquei que de jeito nenhum, que meu filho teria velório e que eu tinha o direito de dar o último beijo nele. A minha ficha caiu mesmo que quando o policial no IML me entregou o laudo, em que dizia que meu filho tinha tido laceração hepática e hemorragia interna provocados por ação contundente. Até ali eu estava me culpando, achando que ele tivesse morrido por alguma má formação ou tido um ataque cardíaco. E que eu tivesse sido negligente quando ele chorou desesperado para não ir para casa da mãe. Só depois soube, pelo depoimento dos médicos à polícia, que o Dr. Jairinho fez de tudo para que meu filho não passasse por necropsia. Por que será?”, completa o pai de Henry, sobre as suspeitas do caso.

Leniel diz acreditar que o Dr. Jairinho é o culpado pela perda do filho. “Não tenho dúvidas de que Dr. Jairinho é culpado. Naquela noite no hospital, ele ficava junto aos médicos que tentaram salvar o Henry o tempo todo. A princípio, eu achava que era porque também era médico, mas agora percebo que era para acobertar o que realmente aconteceu. Ele é muito frio. Assim que foi decretado o óbito do meu filho, Dr. Jairinho chegou perto de mim e, na frente de uma pessoa da igreja que frequento e de uma amiga minha, disse: ‘Vamos virar essa página, vida que segue. Faz outro filho”, diz o pai.