Caso Henry Borel: veja a entrevista da mãe e do padrasto na íntegra

Em entrevista Monique Medeiros, e o padrasto Dr. Jairinho, falaram sobre a perda do menino. A polícia continua a investigação e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias

Resumo da Notícia

  • O caso de Henry Borel, 4 anos, completa duas semanas nesta segunda-feira, 22 de março
  • A polícia deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias para entender o que aconteceu com o garoto
  • Em a mãe Monique Medeiros, e o padrasto Dr. Jairinho, falaram sobre a perda do menino

O caso de Henry Borel, 4 anos, completa duas semanas nesta segunda-feira, 22 de março. A polícia deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias para entender o que aconteceu com o garoto. Em entrevista ao Domingo Espetacular, a mãe Monique Medeiros, e o padrasto Dr. Jairinho, falaram sobre a perda do menino.

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Mãe fala sobre caso de Henry Borel (Foto: Reprodução / Vídeo R7)

Monique Medeiros descreveu o filho como ‘gentil, educado, dócil, carinhoso’ e ‘uma criança maravilhosa’. “Ele era minha vida, minha prioridade, era a criança mais doce do mundo”, disse durante a entrevista. Ao ser questionada sobre a declaração que deu para enfermeira sobre um barulho que ouviu no quarto do filho, a mãe disse: “Estava em estado de choque, tinha acabado de levar meu filho para emergência. Não me lembro de nenhum barulho, apenas da televisão”.

O padrasto também falou sobre o dia do acidente. “Eu não examinei a criança, coloquei a mão na extremidade dele e vi que ele esta gelado, respirando mal e resolvi levá-lo ao hospital”, disse. Ao ser questionado o motivo de não ter examinado Henry em casa, já que é formado em medicina, Dr. Jairinho disse: “Achei que ele estava passando mal, pensei que ele tinha engolido alguma coisa. Então pensei que um hospital seria mais eficaz”, conta.

Jairinho ainda disse que percebeu que o caso era grave ao chegar no hospital. “Nesse momento que entramos no hospital, já tem quatro profissionais de saúde em cima dele, depois seis, depois oito. Vi que era grave. Monique nervosa. Foram as duas horas mais horríveis da minha vida”, disse.

Padrasto fala sobre caso de Henry Borel (Foto: Reprodução / Vídeo R7)

Após o falecimento constatado no hospital, o corpo de Henry Borel passou por exame no Instituto Médico Legal (IML). O laudo apontou lesões espalhadas pelo corpo do menino, infiltrações hemorrágicas nas partes frontal, lateral e posterior da cabeça, contusões no rim, no pulmão e no fígado. O padrasto descartou que houve crime envolvido com enteado. “Eu tenho certeza absoluta, diante de Deus, que assassinato não foi”, afirmou Dr. Jairinho.

No entanto, o pai de Henry, Leniel Borel de Almeida, suspeita de que o filho tenha sido vítima de violência e não que tenha caído da cama, como afirma Monique. “Que tipo de acidente doméstico? Foi algo muito agressivo, algo que não é feito numa queda de cama”, disse ele, que ressaltou que espera respostas da investigação da polícia.

“O que mais me chama atenção é a sequência de fatos, é você entregar seu filho bem, um menino saudável, cheio de vida e horas depois, muitas poucas horas depois, você encontrar seu filho morto, sem explicação”, desabafou o pai de Henry.

Por fim, a mãe é questionada sobre as declarações que deu à polícia sobre a perda do filho. “Eu não sou culpada, isso eu posso garantir”, disse.

Nova testemunha caso Henry Borel: babá fala sobre convivência com menino

“Eu nunca encontrei nenhum arranhão, nenhum roxo no Henry. Todas as vezes que eu dava banho, todas as vezes eu cuidava, ele nunca reclamava de dor, de nada… tia aqui um arranhão! Nunca, nunca”, disse a Babá de Henry, que não teve a identidade revelada.

Investigadores encontram diferenças nas versões apresentadas pela mãe e padrasto de Henry Borel

A Polícia Civil encontrou algumas diferenças nos relatos dados sobre o caso Henry Borel, de 4 anos. As contradições foram observadas nos relatos da mãe da criança, Monique Medeiros, e o padrasto, vereador Doutor Jairinho.

Dr. Jaiminho e Monique deixaram a delegacia após depoimento sobre Henry Borel, na madrugada desta quinta-feira, 18 de março (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Para a equipe médica que tentou socorrer o menino, a mãe dele disse que havia acordado após ouvir um barulho no quarto. Ao chegar no local, ela contou ter visto o menino caído no chão. Nesta primeira versão, que consta no Boletim de Atendimento Médico (BAM), eles encontraram o garoto gelado, pálido e sem poder de resposta. O padrasto chegou a pensar que o menino estava em parada cardiorrespiratória e a família foi para o Hospital Barra Dor, na Zona Oeste do Rio

A equipe médica relatou ter observado pequenos hematomas nos membros superiores, abdômen e escoriação no nariz. Durante o depoimento que durou 12 horas dado à polícia na última quinta-feira, 18 de março, o casal relatou os fatos de forma muito parecida, mas com alguns pontos diferentes, como apontado pelo G1.

O primeiro ponto de divergência foi em relação ao barulho citado pelo casal na noite em que tudo aconteceu. Durante o relato feito à polícia, nem a mãe nem o padrasto mencionaram terem ouvido um barulho vindo do quarto da criança.  Monique afirmou que acordou por volta das 3h30 com o barulho da TV ligada e foi ver o filho — quando o encontrou desacordado.

Já o Doutor Jairinho contou no depoimento que ele e a mulher estavam assistindo a uma série no quarto de hóspedes para não incomodar o sono do enteado. Os dois, então, pegaram no sono. O vereador disse que estava em um sono pesado, à base de remédios, quando Monique acordou, foi até o quarto do casal e encontrou Henry já caído, com os “olhos revirados e mãos e pés gelados”.