Clubhouse: conheça tudo sobre o aplicativo do momento e saiba se o seu filho pode usar

O aplicativo promete conectar pessoas por meio de conversas em áudio em salas de bate-papo. Veja como o Clubhouse funciona e se é indicado para crianças

Resumo da Notícia

  • Entenda como o Clubhouse funciona e quem pode usar
  • Saiba como a nova rede social pode conectar famílias e trazer uma troca completa de experiências
  • É permitido uma conversa com até 5 mil participantes simultaneamente nas salas de bate-papo

Nos últimos dias, as buscas pelo aplicativo Clubhouse cresceram cerca de 525% no Google. Apesar de ainda ser exclusivo para Iphones (sistema iOS) e ter acesso limitado a pessoas com convite, a ferramenta ganhou fama na internet e já está fazendo o maior sucesso!

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Famosos como Elon Musk, Oprah e Boninho, diretor do Big Brother Brasil, já entraram na onda e estão incentivando as conversas por áudio no aplicativo. Para tirar todas as dúvidas sobre a nova ferramenta baseada em áudio e como ela pode ser uma super rede de apoio para as famílias, conversamos com Issaaf Karhawi, pesquisadora e doutora em comunicação digital pela Universidade de São Paulo (USP), filha de Abdon Salam Karhawi e Rosângela Karhawi:

Como funciona o Clubhouse?

A nova rede social permite conversas em salas de bate-papo por áudio, com duração pré-determinada, e sem a possibilidade de gravações. Caso um usuário saiba de outro que está gravando, é possível relatar o abuso dos termos de uso no próprio aplicativo. Nas conversas, não é possível enviar fotos ou vídeos para outros usuários.

Para encontrar uma sala, você pode acessar por temas, além da criação de ambientes para as mais diversas conversas com amigos, por exemplo. Em eventos maiores, um moderador pode controlar o fluxo das conversas e permitir que os usuários com o emoji de “mão levantada” possam falar em áudio. Em uma sala grande, é permitido até 5 mil pessoas simultaneamente.

“O Clubhouse chega em um momento que se imagina que não há mais espaço para novas redes sociais, uma vez que o consumo delas já faz parte do nosso dia a dia e grande parte dos brasileiros é usuário em uma ou mais redes. Então, não se espera mais tanta inovação entre os aplicativos de redes sociais e essa é a grande surpresa, porque diferente da rivalidade, por exemplo, entre Tiktok e Instagram, que são aplicativos que ficam sempre oferecendo as mesmas possibilidades de uso, o Clubhouse traz uma nova prerrogativa, ou seja, uma rede social baseada no áudio. Então, tem um valor de distinções e diferenciações bem interessantes”, comenta a especialista.

A ferramenta permite criar a sua própria sala ou ingressar em outras já existentes (Foto: reprodução / Clubhouse)

Como posso entrar no Clubhouse?

Por enquanto, é necessário um convite para que o cadastro seja concluído. Os usuários que têm interesse em ingressar na rede podem, por exemplo, entrar em uma lista de espera que fica sincronizada com os contatos salvos no seu celular. Caso um amigo já tenha se cadastrado no Clubhouse, ele pode permitir a entrada de outros na rede social. Em janeiro, foi anunciado ainda que apesar da exclusividade no sistema iOS, os usuários de Android também poderão entrar para a rede social em breve.

Crianças e adolescentes podem ser o público-alvo do aplicativo no futuro?

Em um primeiro momento, o Clubhouse tem sido mais usado para discussões de Marketing Digital e Tecnologia, mas Issaaf explica que isso não impede que no futuro a rede social seja democratizada. “Uma pesquisa recente da Kantar Ibope mostrou que em 2019, 21 milhões de brasileiros com 16 ou mais idade consumiam podcast. Depois, esse número aumentou, em 2020, mostrando que agora são 28 milhões de pessoas que consomem podcast no Brasil com mais de 16 anos. É interessante olhar para esses dados e pensar que o digital trouxe novas versões de mídias clássicas como o rádio, por exemplo, e que os públicos tem inserido essa nova forma de consumo no seu dia a dia, na sua dieta midiática. Portanto, o Clubhouse chega também para contemplar essa demanda de mídias mais tradicionais em novos espaços”. Vale lembrar que, segundo a Apple Store, a classificação indicativa do aplicativo é 17+ anos (clique AQUI para baixar)

O Discord, aplicativo de voz lançado em 2015, é famoso por ser usado em bate-papos para jogos online pelo público mais jovem. Por isso, pode ser que os adolescentes também vejam no Clubhouse uma nova opção de rede social. “Ainda que as redes sejam programadas para alguns fins, alguns objetivos, só a apropriação dos usuários é que vai, de fato, dizer quais são os caminhos e destinos dessas redes sociais”, reforça Issaaf.

Rede de apoio

Por permitir discussões de temas livres ou ainda a entrada em salas já criadas, é possível trocar experiências sobre os mais diversos assuntos. “Ele une um pouco do podcast, um pouco da conversa informal e tem características muito interessantes e que também surgem em um momento de pandemia que somos privados dessa conversa despretensiosa, do cafezinho no ambiente de trabalho com os colegas, de uma roda de conversa com os amigos da faculdade. Então o Clubhouse chega atendendo essa demanda de falar e trocar com o outro”, conclui.