Coronavírus: “Não há solução milagrosa e talvez nunca exista”, diz OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde disse que as imunizações que estão sendo testadas podem não funcionar ou oferecer proteção por apenas alguns meses, no entanto ainda existe esperança

Resumo da Notícia

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que talvez nunca exista uma “solução milagrosa” contra a pandemia do novo coronavírus
  • No entanto, disse que ainda existe esperança e que os estudos estão sendo desenvolvidos a uma velocidade sem precedentes
  • A OMS, mais uma vez, reforçou a necessidade de aplicar o as medidas disponíveis que funcionam para combater a transmissão do novo coronavírus até que haja uma vacina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta segunda-feira, 3 de julho que talvez nunca exista uma “solução milagrosa” contra a pandemia de covid-19, apesar da urgência dos laboratórios e países para descobrir uma vacina eficiente.

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Os pesquisadores ainda continuam realizando pesquisas para ajudar a combater o novo coronavírus (Foto: Getty Images)

O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou a informação em uma entrevista coletiva virtual “Não há solução milagrosa e talvez nunca exista”, disse. “Os ensaios clínicos nos dão esperança. Mas isso não significa necessariamente que teremos uma vacina eficaz, principalmente no longo prazo”, contou ele segundo o Exame.

Segundo a organização, são 25 vacinas já sendo testadas em seres humanos, sendo 6 delas na chamada fase 3 – os últimos ensaios antes da conclusão. “Há preocupação de que talvez não tenhamos uma vacina que funcione. Ou que a proteção oferecida possa durar apenas alguns meses, nada mais”. Tedros declarou que não é possível saber até que se concluam os testes.

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“Todos esperamos ter um número de vacinas eficazes que possam evitar que as pessoas sejam infectadas, mas frear os focos depende do respeito às medidas de saúde pública e do compromisso político”, apontou. O comitê de emergência da OMS que se reuniu nesta última sexta-feira, 31 de julho, foi muito claro: “Quando os líderes trabalham de maneira muito estreita com as populações, essa doença pode ser controlada”, ressaltou.

O diretor ainda disse que devemos manter a população informada sobre as atualizações das medidas para combater a Covid-19. “Devemos conter os surtos, testar, isolar e tratar pacientes, procurar e colocar em quarentena seus contatos, mas também informar”, afirmou o diretor, antes de pedir às populações a continuar respeitando os gestos de barreira (distanciamento físico, uso de máscara, boas práticas de higiene, etc.) para romper as cadeias de transmissão do novo coronavírus.

“A mensagem para as pessoas e os governos é: façam tudo isso. E continuem mesmo quando a doença estiver sob controle!”, exclamou, depois de apontar que “vários países que pareciam ter passado pior registram agora novos surtos”.

A origem do vírus

Em 10 de julho, a OMS enviou um epidemiologista e um especialista em saúde animal à China para uma missão exploratória antes do início de uma investigação que a organização de saúde deseja realizar sobre a origem do vírus, que apareceu na China no final de 2019.

O diretor geral da agência das Nações Unidas anunciou que essa missão concluiu o trabalho preparatório para a investigação sobre a origem da pandemia de covid-19. “A equipe da OMS que viajou à China terminou sua missão que consistia em estabelecer as bases dos esforços conjuntos para identificar as origens do vírus. Estudos epidemiológicos começarão em Wuhan para identificar a fonte potencial de infecção dos primeiros casos”, afirmou.

Grande parte dos pesquisadores acreditam que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) – a fonte da pandemia – pode ter se originado em morcegos, mas os cientistas acreditam que ele passou por outra espécie antes de ser transmitido aos seres humanos. É essa peça do quebra-cabeça que a comunidade científica internacional e a OMS esperam descobrir para entender melhor o que aconteceu, direcionar melhor as práticas de risco e evitar uma nova pandemia.

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