Enfermeira encontra jeito de sorrir para os pacientes mesmo de máscara e vira exemplo de empatia

Gláucia Villany percebeu que o ambiente hospitalar estava muito “frio” com a pandemia, já que o contato entre profissionais da saúde e infectados estava sendo distante e com camadas de roupa de proteção. Ela inventou, então, uma forma de passar tranquilidade sem correr risco de saúde

Resumo da Notícia

  • Enfermeira desenha sorriso na máscara para animar paciente que estava nervosa
  • Ela fala sobre a importância de mostrar a humanidade aos pacientes
  • Veja a reação da paciente
Gláucia Villany desenha sorriso na máscara (Foto: reprodução Facebook / Gláucia Villany)

Nada como o poder de um sorriso! Sabendo que a felicidade e o bom humor podem ajudar no tratamento de doenças, uma enfermeira de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, desenhou um sorriso na máscara que estava usando. Já que não poderia tirar o equipamento de proteção para mostrar a felicidade que estava atrás dele, Gláucia Villany inventou uma forma de transpassar tranquilidade aos pacientes e usou apenas uma caneta e muita criatividade.

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A ideia surgiu quando a enfermeira presenciou o nervosismo de uma mulher de 52 anos, que foi até o “hospital tenda”, montado em Carandá Bosque, Campo Grande, por estar com sintomas da  covid-19. Gláucia saiu da sala, desenhou um sorriso na máscara e voltou, surpreendendo a paciente.

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“Ela começou a sorrir na hora e falou: ‘nossa, que legal’. E eu respondi: ‘eu não posso te abraçar, mas, posso fazer você sorrir’. E senti que ela ficou mais calma, principalmente, porque de máscara não tem como mostrar para a pessoa que a gente está sorrindo. E ela terminou dizendo: ‘Você ganhou uma fã!'”, contou em entrevista ao G1.

Ela contou que o ambiente hospitalar está cada vez mais “frio” com a pandemia e ressalta a importância de momentos como esse para o bem estar dos que estão internados ou realizando tetes. “Ao mesmo tempo que nós nos tornamos mais humanos, o ambiente também ficou mais frio e temos ainda mais precaução. Eu vejo que muitas pessoas chegam e nos veem parecendo astronautas, então, tirar um sorrido do paciente é sempre gratificante. O importante é que somos humanos e demonstramos ser humanos”, ressaltou.

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