Família comemora cirurgia de R$ 120 mil da filha com síndrome do “meio coração”

A mãe de Pérola Maria Teixeira Queiroz Bezerra afirmou que não conseguiu arrecadar o valor inteiro da cirurgia

Resumo da Notícia

  • Pérola Maria Teixeira Queiroz Bezerra foi diagnosticada com Hipoplásia do Ventrículo Esquerdo
  • A mãe tentou fazer uma campanha nas redes sociais, porém não arrecadou o valor necessário
  • A cirurgia da menina foi um sucesso, porém ela ainda segue internada

Moradores de Platina, município de São Paulo, a família de Pérola Maria Teixeira Queiroz Bezerra, de 3 anos de idade, conseguiu liberação, no dia 28 de outubro, para realizar a cirurgia da criança, que nasceu com uma síndrome rara conhecida como “meio coração”.

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De acordo com a mãe de Pérola, Wanessa Teixeira Queiroz Bezerra, a ideia inicial era arrecadar os R$ 120 mil para que a filha, diagnosticada com Hipoplásia do Ventrículo Esquerdo, pudesse realizar a intervenção cirúrgica, considerada grave e de alto risco.

Pérola passou por uma cirurgia por conta da síndrome rara
Pérola passou por uma cirurgia por conta da síndrome rara (Foto: Reprodução Wanessa Teixeira Queiroz Bezerra /Arquivo Pessoal)

Entretanto, a campanha de arrecadação não atingiu o valor estipulado, e Wanessa afirmou durante entrevista exclusiva para o G1 que foram arrecadados pouco mais R$ 27 mil até o momento da cirurgia.

“Passamos por uma consulta em um hospital de São Paulo que não era referência para o tratamento da cardiopatia. Então, respondi que não era o que a gente procurava. Na semana seguinte, o convênio liberou a cirurgia por conta da condição da minha filha”, relembrou a mãe.

Atualmente, apesar do sucesso da cirurgia, a menina está se recuperando do pós-procedimento porque sofreu complicações pulmonares. “A Pérola teve gordura no pulmão, por isso vamos continuar com as consultas com o pneumologista e continuar atentos a possíveis infecções”, comenta.

“Ela vai precisar fazer acompanhamento a cada dois meses para verificar o desenvolvimento pós-cirúrgico e o quanto o coração reage com isso. Precisamos ver a parte torácica também, já que ela usa traqueostomia e avaliar se ela já pode tirar. O custo do tratamento é alto, por isso seguimos com a campanha de arrecadação”, relata.