Filha descobre que pai internado com coronavírus está morto há 50 dias

Paulo César, estava em estado grave e sem receber visitas desde 25 de junho, no Hospital Salgado Filho, Rio de Janeiro. A família está devastada com a notícia da sua morte e procurando por respostas de quem autorizou a liberação do corpo

Resumo da Notícia

  • Filha descobre que pai está morto após mais de 1 mês
  • Paulo estava internado com coronavírus no Hospital Salgado Filho
  • Ele não podia receber visitas por conta das normas de proteção
  • A família investiga quem liberou o corpo do homem

Em meio a pandemia do coronavírus, milhares de pessoas precisaram enfrentar a dor da perda de um familiar para o vírus. Esse momento tão delicado, não poderia se tornar ainda mais difícil para Tainara Oliveira, que descobriu sobre a morte do pai, Paulo César dos Santos Oliveira, após 50 dias que o homem veio a óbito, enquanto estava internado em estado grave e sem receber visitas.

-Publicidade-
Tainara Oliveira ficou sabendo da morte do pai após 50 dias (Foto: Reprodução/ G1)

Paulo, foi levado ao Hospital Salgado Filho, no Méier, Rio de Janeiro, no dia 25 de junho e desde estão ele estava em observação por suspeita de covid-19. Segundo informações do G1, o homem veio a falecer no dia primeiro de julho e enterrado somente no dia 5 de agosto. No entanto, a família só ficou sabendo da notícia na última quarta-feira, 19 de agosto.

Tainara que precisou levar o irmão mais novo para uma consulta no hospital, aproveitou a visita para saber como o pai estava e só assim foi informada pela recepção de que o nome de seu pai já não estava mais no sistema. “Lá no caderno tá escrito que ele morreu dia 1º do 7 de 2020 e foi enterrado dia 5 do 8 de 2020. Um mês e quatro dias pra ser enterrado. E aí, até agora, eu não entendi quem enterrou, como que enterrou porque os documentos dele todos estão comigo”, relatou.

-Publicidade-

A direção do hospital afirmou que tentaram entrar em contato com a família por telefone diversas vezes e mandou um telegrama no mesmo dia do óbito. “Nós fizemos o registros, como manda a lei, dentro do prazo, e quando expirou o prazo do sepultamento, nós realizamos o sepultamento porque a gente precisava fazer os procedimentos corretamente”, disse a diretora-geral, Carla Catissiano.

-Publicidade-