Mãe com covid-19 recebe transplante de pulmão de familiares ainda vivos

A invenção foi realizada por médicos japoneses, que transplantou em uma mulher, parte do pulmão do marido e do filho

Resumo da Notícia

  • Pela primeira no mundo vez foi feito um transplante de tecido pulmonar com doadores vivos
  • O transplante foi para uma paciente com grave lesões no pulmão por causa do novo coronavírus
  • A invenção foi realizada por médicos japoneses, que transplantou em uma mulher parte do pulmão do marido e do filho

Pela primeira vez no mundo foi feito um transplante de tecido pulmonar com doadores vivos para uma paciente com graves lesões no pulmão por causa do novo coronavírus. A invenção foi realizada por médicos japoneses, que transplantou em uma mulher parte do pulmão do marido e do filho.

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O marido doou parte esquerda do pulmão e o filho a parte direita. A cirurgia durou quase 11 horas e aconteceu nesta quarta-feira, 7 de abril, e o estado de saúde do três é estável, segundo o Hospital Universitário de Quioto. Segundo ele já foram realizados dezenas de transplantes de partes de pulmões retirados de doadores com morte cerebral nos Estados Unidos, na Europa e na China.

No Japão, os transplantes de doadores com morte cerebral ainda são raros, e por doadores vivos são considerados uma opção mais realista para os pacientes. “Demonstramos que agora temos a opção”, afirma o médico Hiroshi Date, cirurgião torácico do hospital que comandou a operação, sobre o transplante a partir de doadores vivos. “É um tratamento que dá esperança para os pacientes”, adiciona.

O primeiro transplante de pulmão com doadores vivos foi feito no Japão. O tórax de um paciente antes da cirurgia (à esquerda) e depois (Foto: Reprodução/ G1)

A paciente contraiu a covid-19 no final de 2020 e ficou com dificuldades respiratórias que foram piorando rapidamente. Sendo assim, ela foi colocada em uma máquina de suporte de vida que funciona como um pulmão artificial por mais de três meses em um hospital já que os pulmões dela estavam muito danificados.

Felizmente ela se livrou do vírus, mas o pulmão não tinha chance de recuperação, já estavam comprometidos demais. A única chance de vida dela era o transplante.  Sem titubear o marido dela e o filho se ofereceram para doar partes dos próprios pulmões, e a cirurgia foi feita por uma equipe de 30 pessoas liderada por Hiroshi Date.