Família

Mãe faz declaração nas redes para namorado que assumiu filho dela com Síndrome de Down e post viraliza

A publicação teve mais de 300 mil curtidas no Facebook

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

 

Família junto ao menino João que nasceu com Síndrome de Down. (Foto: Reprodução / Facebook)

Kézia Adam decidiu compartilhar no Facebook sua história de amor com o namorado Lucas Malheiros por um motivo importante.  A postagem alcançou mais de 300 mil curtidas e milhares de comentários e a razão principal de ter viralizado entre os internautas foi que eles se aproximaram durante a gravidez e nascimento de João Miguel, filho da Kézia com o ex-namorado, que tem Síndrome de Down.

Após o nascimento de João Miguel, a mãe teve uma surpresa ao perceber que Lucas sempre quis adotar uma criança que tivesse a síndrome por conta da vivência que tinha com seu tio, que também tinha trissomia no cromossomo 21.

Sobre a repercussão do sucesso que a história fez nas redes socias, Kézia contou como se sentiu ao jornal G1: “Fiz o post como sempre fazemos pra quem gostamos, mas não imaginava que fosse ter tanta repercussão. Recebemos muitas mensagens, mas me apeguei nas positivas, até porque eu sei o quanto nosso amor é puro”.

 

A história do casal começou quando ela tinha apenas 15 anos e ele 17. Depois de seis meses começaram a namorar, porém terminaram há um ano. Apesar disso, os dois não deixaram de ser amigos mesmo namorando outras pessoas. Logo em seguida do término de Kézia, Lucas e ela voltaram a conversar pela internet e a jovem nem imaginava que estava grávida.

“Eu até desconfiei, fiz um primeiro exame, mas deu negativo. Foi um alívio, porque a relação já tinha terminado. Porém, cerca de um mês depois descobri que estava grávida aos 18 anos. Minha família me apoiou muito nesse momento”, disse em entrevista ao G1.

Kézia e Lucas se conheceram durante a adolescência (Foto: Reprodução / Facebook)

Apesar de terem voltado a conversar, Kézia tentava se distanciar de Lucas por causa da gravidez, mas isso, foi passando aos poucos e o amor deles voltou a crescer.

“Eu fiquei com preconceito. Tinha medo de aceitar estando grávida de outra pessoa, mas ele não se importava. Até que percebi que não tinha que me preocupar com os que as pessoas pudessem falar. Ele não sentia vergonha de andar do meu lado barriguda,” contou.

O pai biológico de João Miguel foi chamado judicialmente para poder dar suporte a mãe durante a gravidez, mas isso não aconteceu e Lucas, foi assumindo o papel de pai, pois já conversava com o bebê quando ainda estava na barriga.

“Quando minha bolsa estourou, ele foi comigo no hospital, ficou ao meu lado. Se apresentou no hospital como pai da criança. Foi um momento único da nossa relação. E quando o João Miguel nasceu vi que ele era diferente. O Lucas, como já tinha convivido com o tio, também percebeu. Ao ver o bebê ele se afeiçoou ainda mais”, comentou a mãe.

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