Máscaras podem voltar a ser obrigatórias em locais fechados nas escolas de Campinas

O Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Coronavírus de Campinas divulgou uma nota técnica em que recomenda a permanência da obrigatoriedade do item de proteção

Resumo da Notícia

  • Máscaras podem voltar a ser obrigatórias em locais fechados nas escolas de Campinas
  • A recomendação veio do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Coronavírus de Campinas
  • Na nota, eles explicaram uma série de motivos para voltar a pedir o uso do equipamento de proteção
  • Entre os motivos está o aumento de doenças respiratórias, baixa cobertura vacinal infantil contra a covid-19 e gripe e lotação dos leitos de UTI infantis e neonatais

As máscaras podem voltar a ser obrigatórias nos locais fechados das escolas de Campinas. Na última quinta-feira, 12 de maio, o Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Coronavírus de Campinas divulgou uma nota técnica em que recomenda a permanência da obrigatoriedade do item de proteção.

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O pedido veio depois que, na segunda-feira, 9 de maio, os vereadores da cidade aprovaram uma lei que desobriga o uso das máscaras em todos os ambientes escolares, tanto abertos como fechados.

Máscaras podem voltar a ser obrigatórias em locais fechados nas escolas de Campinas
Máscaras podem voltar a ser obrigatórias em locais fechados nas escolas de Campinas (Foto: Getty Images)

Para defender o pedido de voltar com a obrigação nos locais fechados, o Comitê usou algumas justificativas, entre elas: a sazonalidade das doenças respiratórias, a baixa cobertura vacinação em crianças contra a covid-19 e a gripe, a alta ocupação de leitos neonatais e pediátricos, a dificuldade em aumentar a quantidade desses leitos.

Além disso, os cientistas também apontaram para outra questão importante: como as crianças ficaram muito tempo em casa, foram menos expostas a vírus respiratórios durante a pandemia, o que pode gerar uma maior facilidade em se infectar nessa retomada. No documento, o Comitê também apontou que a adoção de medidas de proteção como o uso de máscaras são responsáveis para evitar a contaminação não só da covid-19, mas como de várias outras doenças.

Eles também pontuaram que, diferentemente de outros locais para lazer, a frequência da escola é obrigatória e, portanto, eles são responsáveis por deixar esse ambiente o mais seguro o possível para receber as crianças. Para completar, eles deixam claro na nota que essas medidas estão sempre sob reavaliação e podem ser alteradas a qualquer momento, seguindo a tendência das doenças e do número de leitos.

Agora, a Secretaria da Saúde da cidade está aguardando a Câmara Municipal para afirmar se vão ou não sancionar o pedido feito pelos cientistas.

Problemas na quantidade de leitos infantis

Foi divulgado pela Band Multi nesta quarta-feira, 11 de maio, informações sobre a ocupação de leitos na parte infantil em hospitais de campinas. A fila de espera por um leito na enfermaria pediátrica está sendo de 25 crianças no dia de hoje, segundo a Secretaria de Saúde.

A maioria dos pacientes está apresentando sintomas de Síndromes Respiratórias Agudas Graves, (SRAG), principalmente gripes. Na UTI infantil, de 106 leitos, 97 estão ocupados.

Essa utilização dos leitos da UTI são 91,5% de ocupação total. Em Campinas, são 9 leitos disponíveis e 2 deles estão no SUS. Ainda segundo as informações, os hospitais da Prefeitura de Campinas não tem leitos de alta complexidade para casos específicos disponível.

Já nos leitos da parte adulta do hospital, são 54 disponíveis de UTI e 36 estão sendo usados, isto é, 66,6% de ocupação. Então, são ao todo, 18 leitos livres tanto na rede pública como na privada de saúde.