Mistério! Carta que teria sido jogada do Titanic por menina de 12 anos intriga especialistas

O bilhete foi encontrado recentemente em uma praia do Canadá e os estudiosos da área estão tentando encontrar algo que prove a veracidade do documento

Resumo da Notícia

  • Carta que teria sido jogada do Titanic há 100 anos intriga especialistas
  • O bilhete foi encontrado em uma praia no Canadá
  • Ele teria sido escrito por uma menina de 12 anos, que era passageira do navio
  • Os pesquisadores estão estudando para encontrar algo que prove a veracidade do documento

Uma mensagem encontrada dentro de uma garrafa aparentemente jogada do Titanic horas antes de afundar no oceano tem intrigado os especialistas. O bilhete tem a data 13 de abril de 1912 e leva o nome de Mathilde Lefebvre, uma garota de 12 anos que era passageira da embarcação.

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“Estou jogando esta garrafa no mar, no meio do Atlântico. Devemos chegar a Nova York em alguns dias. Se alguém a encontrar, comunique a família Lefebvre em Liévin”, aparece escrito no bilhete. Pouco antes da meia noite do dia seguinte, o navio colidiu com um iceberg e acabou afundando. O acidente, que você provavelmente já conhece bem, deixou mais de 1500 vítimas.

Pesquisadores estudam carta que teria sido jogada do Titanic por menina há 100 anos (Foto: reprodução The Sun)

Mathilde, três irmãos e a mãe, Marie, não foram encontrados após o acidente. A garrafa com o bilhete, que chamou atenção dos estudiosos, foi achada em uma praia no Canadá. “A garrafa pode ser o primeiro artefato do Titanic encontrado na costa americana”, disse o historiador Maxime Gohier, em entrevista ao The Sun.

Os pesquisadores agora estão investigando o documento, para tentar encontrar algo que prove se o bilhete é real ou não passa de uma fraude bem elaborada. Nicolas Beaudry, da Université du Québec à Rimouski, acredita que a mensagem é verdadeira e criou uma série de possibilidades sobra a carta. “A mensagem pode ter sido escrita por Mathilde a bordo do Titanic ou pode ter sido escrita por outra pessoa em nome dela”, explica. “Pode ser uma farsa escrita logo após a tragédia ou pode ser uma farsa recente”, contrapõe ele, no entanto.

O Dr. Beaudry e seus colegas começaram investigando o artefato usando métodos não intrusivos. “As marcas de molde e ferramenta na garrafa e a composição química do vidro são consistentes com as tecnologias usadas na fabricação desse tipo de garrafa no início do século XX. A rolha de cortiça e um pedaço de papel enfiado no furo da garrafa revelaram datas de radiocarbono compatíveis com a data da carta – não vamos analisar a própria carta para isso, pois o método poderia destruí-la”, aponta os pesquisadores.

Apesar de ser totalmente compatível à época, os cientistas ainda não descartaram a possibilidade de ser uma farsa muito bem elaborada. “Papel velho é fácil de encontrar – rasgando uma página em branco de um livro antigo, por exemplo – enquanto garrafas velhas e até rolhas não são raras”, explica o Dr. Beaudry.

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Paradeiro da garrafa

Além de estudarem o material em si, os pesquisadores também estão analisando o paradeiro da garrafa, para entender se faz sentido ela ter sido encontrada no Canadá. “Uma simulação de computador mostrou que a esmagadora maioria dos drifters lançados no Atlântico Norte em 13 de abril de 1912, teriam seguido a Corrente do Golfo até as costas europeias. Mas alguns objetos poderiam ter seguido um caminho diferente para as costas da América do Norte. Assim, embora não seja completamente impossível, permanece muito improvável e mais pesquisas buscarão quantificar a probabilidade”, aponta o Dr. Beaudry.

“Nossa equipe se expandirá em um futuro próximo para incluir um especialista em perícia de documentos”, explica o professor sobre os próximos passos da investigação. A equipe também deve realizar análises químicas adicionais, bem como um estudo geomorfológico da Baía de Fundy, onde a carta foi encontrada.