Morte de bebê de 6 semanas por coronavírus acende alerta: saiba o que fazer para proteger seu filho

É essencial redobrar os cuidados com os bebês e crianças, principalmente as que sofrem de asma e bronquite. Saiba como cuidar da saúde do seu filho e manter sua família protegida do coronavírus

O que pode ser feito para que crianças que sofrem de asma e bronquite fiquem menos expostas à doença? (Foto: Getty Images)

Após a divulgação da Organização Mundial da Saúde (OMS), feita no dia 16 de março, de que existem mortes de crianças pelo novo coronavírus, o alerta acendeu ainda mais. “Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Nesta quarta-feira (1), foi divulgado que um bebê de apenas seis semanas morreu nos EUA por causa do novo coronavírus. “Pensamos que se trata de uma das pessoas mais jovens do mundo a morrer por causa das complicações geradas pela covid-19”,  informou o governador do estado americano de Connecticut, Ned Lamont, nos Estados Unidos.

Em meio a essas notícias tristes, é essencial redobrar os cuidados com os bebês e crianças. Em tempos de pandemia e mudanças de temperatura, em que aumentam os riscos de doenças respiratórias, o que pode ser feito para que crianças que sofrem de asma e bronquite fiquem menos expostas à doença?

A pediatra Patrícia Rezende, do grupo Prontobaby, responde às principais dúvidas para cuidar da saúde das crianças e manter sua família protegida do coronavírus.

Crianças com doenças crônicas fazem parte do grupo de risco? Por quê?

Todos os portadores de doenças crônicas, não só crianças, fazem parte do grupo de risco. As crianças que já têm previamente doenças pulmonares, como asma não controlada, broncodisplasia pulmonar ou tuberculose, por exemplo, estão mais sujeitas às complicações do COVID-19.

Qual a orientação que os pais dessas crianças devem seguir? Os cuidados devem ser redobrados?

Para os pais, a orientação é seguir estritamente com o isolamento social. Não saiam de casa, a não ser que seja absolutamente necessário. Se isso acontecer, devem seguir todos os cuidados com a higiene das mãos. Ao voltar, deve-se tirar o calçado antes de entrar em casa, tirar toda a roupa usada na rua e colocar para lavar. Em seguida, tomar um banho ou, se não for possível, higienizar muito bem as mãos e os braços até a altura dos cotovelos.

Se a criança tiver algum sintoma, os cuidados devem ser feitos em casa? Quando procurar um hospital?

Se a criança apresentar piora da doença de base ou apresentar falta de ar, o médico sempre deve ser avisado. Em caso de falta de ar ou dificuldade para respirar, o recomendado é procurar o hospital.

Como diferenciar se a criança está com gripe, crise asmática, bronquite ou coronavírus?

Estudos clínicos publicados da pandemia na China e na Europa mostram que 80% dos pacientes apresentaram forma leve da doença, na forma de resfriado (coriza, tosse e dor de garganta) ou na forma de “síndrome gripal”, que tem a tosse como principal manifestação respiratória e febre, podendo até apresentar pneumonia “leve” (sem hipóxia). Portanto, na fase de transmissão comunitária, tanto pacientes com resfriado, como com “síndrome gripal”, podem ter COVID-19. Logo, todos os pacientes com essas apresentações clínicas devem ser colocados em isolamento respiratório domiciliar por 14 dias.

Quais cuidados devem ser tomados para evitar crise asmática ou de bronquite?

Manter as medicações de uso habitual, não suspender o uso das medicações inalatórias de rotina, manter janelas abertas para circular o ar e não deixar acumular poeira.

Cientistas da Universidade de Turim, na Itália, recomendam tomar vitamina D para combater a pandemia de coronavírus. É indicado que os pediatras dessas  crianças prescrevam medicamentos à base dessa vitamina para que reduzam os riscos da doença? Por quê?

Os estudos são muito preliminares, com pequeno número de doentes, sem presença de um grupo controle. Não podemos inferir nenhuma recomendação a partir dele ainda. A suplementação de vitamina D é indicada como rotina até os dois anos de idade e em casos de deficiência da mesma.

Como os pais devem proteger filhos que ainda estão em fase de amamentação?

É importante que a mãe, ao amamentar, esteja com as mãos higienizadas, roupa limpa e, se estiver infectada, de máscara. Nesse momento, é importante prevenir que essa criança não estará exposta ao vírus, portanto não é indicado sair com o bebê, somente para consultas de rotina com o pediatra, quando necessário. 

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