Mulher realiza sonho de adotar bebê que conheceu em trabalho voluntário após 5 anos de tentativas

Ela contou em entrevista ao This Morning como foi o processo e tudo que passou no caminho para a adoção

Resumo da Notícia

  • Mulher realiza sonho de adotar bebê que conheceu em trabalho voluntário após 5 anos de tentativas
  • Ela contou em entrevista ao This Morning como foi o processo e tudo que passou no caminho para a adoção
  • Ela tinha apenas 22 anos quando conheceu ele
  • Hoje ela tem 29 e os dois moram juntos no Reino Unido

Uma mulher britânica revelou que passou cinco anos para conseguir adotar um menino de 6 anos que ela conheceu em um orfanato de Uganda, durante uma viagem que fez em um ano sabático, com 22 anos. Emilie Larter, que agora tem 29 anos, foi com o filho ao programa This Morning Show para contar um pouco da história dos dois.

-Publicidade-

Ela contou que conheceu o filho, Adam, quando estava sendo voluntária em Uganda, em 2014. Com apenas alguns dias de viagem, ela começou a cuidar dele, que na época tinha apenas 5 dias de vida. Isso porque a mãe de Adam infelizmente não resistiu e acabou falecendo logo após o parto. Emilie contou que foi amor à primeira vista e logo se apaixonou pelo menino. Esse amor foi tão grande que ela decidiu tentar o árduo processo de adotá-lo e trazê-lo de volta ao Reino Unido. Depois de 5 anos de tentativas e longos dias em tribunais, os dois finalmente estão juntos, em casa.

Mulher consegue adotar filho depois de 5 anos tentando (Foto: reprodução Morning Show)

Essa ideia de adotá-lo, porém, não veio logo nos primeiros dias de contato. “Mesmo quando ele era bebê, eu sabia que seria muito difícil me despedir, mas não pensava na opção de adotá-lo, só não via isso como uma possibilidade”, contou ela.

Depois de estudar a possibilidade, Emilie logo começou o processo. O que ela não sabia era que ele ia demorar tanto tempo. “Todo muito tem uma experiência muito diferente (com a adoção). A minha fui particularmente azarada. Eu me mudei para adotá-lo pouco antes de ele completar dois anos”, contou. Ela seguiu explicando que a adoção desse tipo no Reino Unido leva cerca de 1 ano. “Mas para nós, algo sempre dava errado. Ora era a papelada desaparecida, ora os tribunais cancelados, nomes digitados incorretamente. Era uma coisa atrás da outra”, disse.

“O processo de adoção em Uganda acabou levando três anos e nós ficamos lá quatro anos e meio no total antes de voltarmos”, contou ela. A chegada da pandemia de covid-19 atrasou ainda mais o processo. “No dia em que tivemos uma entrevista para obter o passaporte dele, houve um bloqueio e tudo ficou fechado. Isso só acrescentou mais atrasos”, relembrou.

Apesar das dificuldades, ela não desistiu e tudo valeu a pena no momento em que os dois pousaram em um aeroporto do Reino Unido e os pais, com quem Adam conversava há anos por chamada de vídeo, foram buscá-los. “Foi emocionante, eu sonhei com isso por tantos anos. Foi estranho estar realmente acontecendo. Ele se dá muito bem com eles”, comemorou a mãe, que hoje pode contar com a família completa.