Ô vida boa! Pai ganha dinheiro sendo contratado diariamente para não fazer nada

Ele contou que nunca se deu bem com empregos tradicionais e decidiu encontrar a própria forma de ganhar a vida

Resumo da Notícia

  • Pai ganha dinheiro sendo contratado diariamente para não fazer nada
  • Ele contou que nunca se deu bem com empregos tradicionais e decidiu encontrar a própria forma de ganhar a vida
  • Ele abriu o negócio de "não fazer nada" em 2018
  • Hoje, recebe cerca de 3 a 4 pedidos por dia

Já pensou conseguir ganhar a vida não fazendo nada? Pois é, apesar de parecer uma realidade impossível, foi o que o japonês Shoji Morimoto conseguiu fazer. O pai decidiu abrir um negócio em julho de 2018 e desde então ele tem recebido milhares de pedidos. Na empresa, os serviços dele são reduzidos a “comer, beber (com responsabilidade) e dar respostas simples”.

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Ele disse que nunca gostou dos empregos tradicionais (Foto: reprodução Shoji Morimoto / Twitter)

Essa maneira um tanto quanto curiosa e incomum de ganhar a vida tem chamado a atenção dos internautas e de jornais ao redor do mundo. Hoje, ele tem dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais, um programa de  televisão inspirado no negócio dele, e está sendo encorajado a escrever um livro sobre as experiências com os clientes.

Marimoto, que tem 37 anos, é casado e tem filhos e contou, em entrevista à BBC News Mundo, que a ideia de abrir esse negócio veio porque ele estava cansado dos trabalhos anteriores. “Eu pensei que talvez ‘fazer algo’ não fosse bom para mim”, explicou ele.

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Antes de começar com a nova profissão em 2018, ele estudou física em uma universidade no Japão e depois fez uma pós-graduação em terremotos. Em seguida, ele trabalhou em empregos regulares, mas sempre em períodos curtos. Ele diz que nenhum deles o fez se sentir realmente bem.

Ele trabalhou numa editora na qual editava materiais didáticos e respondia às instruções do chefe. Ele diz que não gostava do trabalho nem do chefe. Depois tentou trabalhar como freelancer, mas também não ficou satisfeito. Foi aí que decidiu que iria encontrar uma forma de ganhar a vida sem fazer nada.

“Além do trabalho, pessoas próximas a mim costumavam me censurar em festas ou churrascos por eu não fazer nada. Eu me sentia culpado. Mas então pensei que talvez pudesse aproveitar esse inconveniente e pensei no negócio de ‘alugar uma pessoa para não fazer nada'”, explicou ele.

Ele criou a empresa em 2018 (Foto: reprodução Twitter)

Por mais estranho que possa parecer, o negócio tem dado certo. Desde que começou, Marimoto já acumula quase 270 mil seguidores no Twitter, principal plataforma de divulgação dos serviços. A biografia dele na rede social é simples e inclui tudo o que você precisa saber antes de contratá-lo. “Eu alugo uma pessoa (eu) que não faz nada. Eu sempre aceito as solicitações. Você só tem que pagar 10 mil ienes japoneses (R$ 530), despesas de transporte, comida e bebida. Pedidos e consultas por mensagens diretas”, está escrito no perfil. E ele ainda enfatiza: “Não faço nada além de comer, beber e dar respostas simples”.

O pai está conseguindo ganhar a vida com esses encontros e recebe, em média, de dois a três pedidos por dia. Apesar de não fazer nada, o pai já recebei diversos tipos de pedidos diferentes. As mais comuns, diz Morimoto, é acompanhar quem não quer ir sozinho às compras no supermercado, quem não quer comer sozinho ou ver um projeto que uma pessoa está fazendo e que precisa de uma segunda opinião.

Mas às vezes acontecem alguns pedidos diferentes. Certa vez ele foi chamado para ir a uma estação de trem para se despedir de uma pessoa que estava se mudando de cidade. Outro cliente solicitou seus serviços para levá-lo à linha de chegada de uma maratona que estava correndo para motivá-lo.

Hoje, Marimoto finalmente se encontrou e é feliz fazendo o que faz, além de poder ajudar outras pessoas. Segundo ele, é notável a diferença no humor dos clientes depois que eles se encontram, já que um pequeno momento de companhia pode fazer muita diferença na vida de alguém. “Também estou gostando do desenvolvimento inesperado que tudo isso está tendo, como escrever o livro, que no meu caso inspirou um programa de televisão e que, como você, me procurar do exterior”, conclui.

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