Pai de Henry Borel conta que se sentiu enganado pela babá do garoto: “Deveria ter me avisado”

Ele questionou os motivos pelos quais a cuidadora não ligou para ele para falar sobre o que estava acontecendo

Resumo da Notícia

  • Pai de Henry Borel conta que se sentiu enganado pela babá do garoto
  • Ele questionou os motivos pelos quais a cuidadora não ligou para ele para falar sobre o que estava acontecendo
  • Troca de mensagens entre a mãe do garoto e a babá mostraram que ela já sabia do que estava acontecendo anterioremente
  • A babá foi à delegacia fazer um depoimento nesta segunda-feira, 12 de abril

Leniel Borel, pai de Henry Borel, disse em entrevista à UOL que ficou inconformado ao descobrir que a babá do garoto sabia das agressões que vinha sofrendo na casa da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o Dr. Jairinho. Ele disse que acredita que a babá, Thayná de Oliveira Ferreira, deveria ter ligado para ele após descobrir tudo que estava acontecendo com o filho.

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Pai de Henry Borel conta que se sentiu enganado pela babá do garoto (Foto: Reprodução/ G1)

“Eu me senti enganado. Eu não conhecia a babá do Henry, mas ela tinha meu telefone, deveria ter me avisado disso. Por que ela não me comunicou das agressões?”, questionou ele. O pai disse, ainda, que acredita que os avós maternos de Henry também sabiam de tudo que estava acontecendo.

A babá se apresentou no início da tarde desta segunda-feira, 12 de abril, para prestar um novo depoimento sobre o caso. Dessa vez, os agentes querem saber os motivos pelos quais ela omitiu as agressões sofridas pelo menino por parte do padrasto no primeiro depoimento. Uma troca de mensagens entre ela e a mãe do garoto, Monique Medeiros, que veio a público recentemente, mostrou que as duas já haviam conversado sobre o tratamento que o padrasto, Dr. Jairinho, dava ao garoto.

Thayná chegou 16ª DP (Barra da Tijuca) por volta de 12h15 para prestar o depoimento. O delegado Henrique Damasceno chegou alguns minutos depois, às 13h, para colher o depoimento da babá, como apontado pelo UOL.

Segundo as investigações, a babá ocultou algumas coisas na primeira vez que falou com a polícia, já que não mencionou nada a respeito das conversas que teve com Monique Medeiros sobre as agressões. A Polícia Civil só conseguiu acessar essa conversa após usar um software israelense que ajudou a desbloquear o aparelho e encontrar mensagens que já haviam sido gravadas.

Babá de Henry não deve ser presa

O promotor Marcos Kac, responsável pelo Caso Henry, disse em uma entrevista dada à CNN na última quinta-feira, 8 de abril, que a prisão de Thayná de Oliveira Ferreira não é necessária para as investigações, apesar de ter ocultado algumas informações no primeiro depoimento. “A mãe da criança não desconhecia as agressões anteriores e nos dá a certeza que ambas mentiam”, disse ele. “A babá na verdade presta um crime de falso testemunho. Ela pode a qualquer tempo se retratar, que é isso o que o Ministério Público quer que ela possa fazer e contar exatamente tudo aquilo que ela sabe”, completou.

Babá de Henry dá depoimento nesta segunda-feira (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Ele garantiu, ainda, que no caso da morte de Henry, a babá não teve nenhum envolvimento. “Ela tem uma participação de menor importância, tanto que ela tomou as providências que ela entendeu, que foi comunicar a mãe. Isso aí está nos prints das mensagens”, explicou.

A equipe pretende, agora, falar com a babá para que ela dê um novo depoimento. “Mas independentemente, eu acho que o inquérito está se encaminhando para o seu término, e não vai alterar a verdade dos fatos e nem qual vai ser o desfecho final em relação a esse bárbaro homicídio”, completou. Ele disse, ainda, que agora a investigação vai procurar entender os motivos que fizeram a babá dar um falso testemunho no início da investigação e que tipo de pressões ela poderia estar sofrendo. “Não é necessário a prisão dela para nenhum ato de investigação, ela simplesmente pode vir a colaborar com todos os elementos de provas que já temos”, acrescentou.