Retorno às aulas: Escola Estadual recebe crianças com duas horas de ensino presencial

As escolas, no entanto, devem se organizar para orientar os pais e receber os alunos entre hoje e amanhã

Resumo da Notícia

  • O governo estadual autorizou o retorno presencial dos alunos às escolas estaduais;
  • Contudo, de acordo com o secretário de saúde, nesta segunda-feira, 12 de março, as salas estavam vazias;
  • As escolas, no entanto, devem se organizar para orientar os pais e receber os alunos entre hoje e amanhã.

Depois de os professores receberem a vacina contra a covid-19, o governo estadual autorizou o retorno presencial dos alunos às escolas estaduais. Contudo, de acordo com o secretário de saúde, nesta segunda-feira, 12 de março, as salas estavam vazias. As escolas, no entanto, devem se organizar para orientar os pais e receber os alunos entre hoje e amanhã.

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“A nossa pergunta não deve ser mais se devemos ou não voltar e, sim, o que a precisa fazer para dar mais segurança no retorno”,diz Rossieli Soares, que visitou a Escola Estadual Eliza Raquel Macedo de Souza, na zona leste de São Paulo, e lá, os alunos foram divididos por turnos de duas 2 horas por aula. Há escolas onde o rodízio de estudantes acontece por dia da semana.

(Foto: Shutterstock)

Em entrevista ao Uol, o diretor da escola, Aldo Florentino, disse que a comunidade tem muito interesse nas aulas presenciais. “Se abrir para 40, 50 ou 60%, eles virão. Eles preferem a aula presencial”, disse. Na fase vermelha, as escolas têm um limite de atender 35% dos alunos em cada grupo.

O secretário também reforçou a importância do retorno presencial e dados de pesquisas que apontam que as escolas têm menor índice de contaminação do coronavírus. “A escola não deve ser culpada pela contaminação que acontece em casa, no mercado, no restaurante ou em outros ambientes”, disse Rossieli.

Em coletiva de imprensa, Rossieli destacou que alguns alunos devem ter prioridade no retorno às aulas, entre eles estão: alunos com severa defasagem de aprendizagem; com dificuldade de acesso à tecnologia; com necessidades de alimentação escolar; alunos cujos responsáveis trabalham em serviços essenciais; ou estudantes com a saúde mental em risco.

(Foto: iStock)