Terceira dose da vacina contra covid-19 para crianças está em discussão no Ministério da Saúde

Até o momento a dose de reforço só é autorizada para adolescentes, adultos e idosos

Resumo da Notícia

  • Ministério da Saúde analisa liberar a terceira dose da vacina contra covid-19 para crianças
  • A decisão deve ser anunciado pelo Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
  • Ainda não está definido qual imunizante será aplicado

A alta de casos de covid-19 tem preocupado os especialistas e já se fala em aplicar uma dose de reforço para as crianças a partir de cinco anos.

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Segundo informações do portal G1, técnicos do Ministério da Saúde estão analisando internamente a possibilidade da dose de reforço para crianças desta faixa etária. Nos próximos dias essa definição deve ser divulgada, junto com o imunizante escolhido para ser aplicado e os detalhes sobre o intervalo recomendado para a imunização. Nos Estados Unidos, por exemplo, a dose de reforço já está liberada para crianças de 5 a 11 anos com intervalo de cinco meses da dose anterior.

Crianças a partir de 5 anos devem receber dose de reforço da vacina contra a covid-19 (Foto: reprodução/ Getty Images)

Atualmente, o Brasil tem duas vacinas diferentes aprovadas para o público infantil. Uma delas é o imunizante da Pfizer, para crianças a partir de seis anos, com intervalo de oito semanas para a segunda dose. E também a Coronavac, disponível a partir de cinco anos, com intervalo de 28 dias.

Para as crianças de seis meses a quatro anos ainda não há nenhum imunizante aprovado. Um novo estudo pediátrico da vacina contra a covid-19, realizado pelo Centro Paulista de Investigação Clínica – Cepic está em andamento, em São Paulo, e busca crianças que possam ser voluntárias, dessa vez com o imunizante da Pfizer Biontech.

De olho na vacinação

Conforme Dados do Consórcio de Imprensa 61,73%, das crianças entre 5 e 11 anos já tomaram a dose inicial da vacina contra a coronavírus, mas 35,52% finalizaram esse esquema vacinal.

Vale destacar que o país registrou, nas últimas 24 horas, 294 mortes, totalizando 667.400 desde o início da pandemia.