Viúva é impedida por clínica de fertilidade de usar esperma do falecido marido

Jade Payne precisa mostrar provas à clínica de fertilidade responsável pelo esperma que o companheiro falecido gostaria de ter um filho

Resumo da Notícia

  • Jade precisou procurar a justiça para usar o esperma do falecido marido
  • Daniel morreu em decorrência de um tumor cerebral
  • O caso aconteceu porque o nome de Jade não constava nos papéis oficiais da doação de esperma

Devido um erro burocrático cometido há 11 anos atrás, a viúva Jade Payne, de 35 anos de idade, não poderá engravidar por meio do esperma do falecido marido, Daniel, 35, que morreu em dezembro de 2019, dois dias antes do Natal, por conta de um tumor localizado no cérebro.

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A britânica, que trabalha como babá, foi informada pela TFP Oxford Fertility, clínica de fertilidade responsável pelo esperma congelado de Daniel há 10 anos atrás, que precisará comprovar que o parceiro realmente gostaria de ter um filho por fertilização in vitro.

Pelo fato do nome de Jade não estar presente nos documentos oficiais de doação de esperma do falecido, a mulher precisará enfrentar uma batalha na Suprema Corte para gerar um filho que seja fruto da relação do casal.

Daniel e Jade durante o casamento do casal
Daniel e Jade durante o casamento do casal (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal Jade)

“Acho nojento ter que provar qualquer coisa ao tribunal. Ele era meu marido e eu quero seu filho. É algo que ambos queríamos – estávamos planejando juntos e então ele morreu antes que tivéssemos a chance”, afirmou Jade sobre o caso para o jornal britânico The Mirror.

Agora, para conseguir ter acesso à fertilidade do esposo, a babá precisa coletar cartas de familiares, amigos, médicos e cuidadores de Daniel que provem o desejo do falecido de ter filhos com Jade. “Ter um filho significaria muito para Daniel. É algo que sempre sonhávamos. Ao longo de nosso relacionamento, ele me disse ‘seu nome está no meu esperma, então você pode usá-lo quando quiser e é seu’ “, concluiu a mulher.

Jade não está sozinha na luta. Além dela, a Brain Tumor Research está apoiando a causa no Tribunal Superior. “Em um momento em que Jade e Daniel deveriam estar planejando sua família juntos como marido e mulher, Daniel foi levado por esta doença devastadora, deixando Jade para enfrentar o futuro sozinha. Estaremos pensando em Jade ao nos aproximarmos do Natal e do aniversário da morte de Daniel”, afirmou Hugh Adams, chefe de relações da instituição de caridade.