Família

Você sabia que 8 jogadores da seleção cresceram sem a presença do pai?

Mas claro, as mães seguraram essa barra! Veja fotos

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: iStock)

(Foto: iStock)

Com o mundo todo vibrando com a Copa do Mundo, uma coisa que poucos sabem é da realidade familiar dos jogadores que representam nosso país. Infelizmente, nós ainda vivemos em um mundo machista. E, por conta disso, uma grande quantidade de homens abandonam suas famílias por inúmeros motivos, deixando a responsabilidade de criar a criança apenas no colo da mãe.

Esse foi o cenário de oito dos 23 jogadores da seleção brasileira e, como em muitas famílias brasileiras, a mãe teve que exercer o papel de mãe e pai. De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 40% dos lares brasileiros são conduzidos por mulheres, sendo que, cerca de 12 milhões delas não têm um parceiro para ajudar na criação dos filhos.

Gabriel Jesus, a promessa da Copa de 2018, comemora seus gols fazendo um sinal de telefone com a mão, que ficou conhecido como o “Alô, mãe”, uma homenagem para sua mãe, Vera Lúcia. Antes mesmo de Gabriel nascer, ela foi abandonada pelo marido, que logo depois faleceu. Por isso, Vera foi responsável por criar quatro filhos sozinha. “Quando ia aos jogos e via meus amigos, sentia inveja por não ter um pai presente. Mas, do jeito que minha mãe me criou, eu logo esquecia que tinha pai”, disse Jesus em entrevista ao The Players’ Tribune.

O volante Paulinho também enfrentou uma situação parecida. Seus pais se separaram logo que ele nasceu, então o contato paterno foi raro. Após mais de 12 anos sem se relacionarem, seu pai o surpreendeu aparecendo na arquibancada de um de seus jogos. Isso aconteceu em 2012 e, desde então, eles não se encontraram novamente.

A história do goleiro Cássio também mostra essa realidade. Ele sequer conhece o pai. Os familiares contaram que, assim que seu pai soube da gravidez, ele desapareceu e mudou de estado. Programas de TV tentaram promover um encontro, mas o goleiro rebateu a ideia. “Minha infância foi difícil. Quando precisei do meu pai, ele não estava presente. Não sei quais as circunstâncias ou por quê ele não quis me registrar, as pessoas erram. Mas é passado. Para mim, isso é assunto encerrado”, disse o atleta em entrevista à Placar.

O lateral que é sucesso no Real Madrid, Marcelo, passou a viver com seus avós maternos aos quatro anos. Seu avô fez o papel de pai e o incentivou no futebol. “Ele praticamente deu a vida por um moleque de 13, 14 anos, sem saber se eu viraria jogador. Meu avô foi pai e mãe, por tudo que fez por mim”, contou o jogador em seu canal no YouTube.

Quem também passou por isso foram nossos zagueiros. O pai de Miranda faleceu quando ele tinha apenas 11 anos, então sua mãe Maria teve que sustentar 12 filhos sozinha. Já Thiago Silva não viu mais seu pai desde que seus pais se separaram, quando ele tinha cinco anos. Felizmente, sua mãe se casou novamente e esse homem é considerado pai por Thiago.

Casemiro separou-se do pai cedo, aos três anos. Por sorte, Nilton Moreira, treinador de uma escolinha de futebol, o ajudou no ramo futebolístico. Por fim, Taison, que “perdeu” o pai para o alcoolismo, que fez com que sua mãe dependesse de doações da igreja para sustentar os filhos e, aos 13 anos, ele teve começou a trabalhar como pintor, flanelinha e auxiliar de pedreiro. “Tudo que eu tenho hoje é por causa dela”, disse ao Jornal Nacional.

A vida desses jogadores nem sempre foi de alegria. Antes de chegarem onde estão tiveram que batalhar muito. E sim, essas histórias são emocionantes, mas são apenas oito delas, existem muitas outras histórias soltas por aí.

Para fechar com chave de ouro, separamos fotos deles com quem realmente segurou a barra: as mães! Olha só:

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