Pressão alta na gravidez: 10 perguntas e respostas mais comuns sobre o tema

A pressão alta atinge aproximadamente 5% das mulheres na gravidez. Tire as principais dúvidas sobre o tema e saiba como procurar ajuda

Resumo da Notícia

  • 5% das mulheres podem ter pressão alta na gravidez
  • Em 17 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Hipertensão
  • A situação pode trazer complicações tanto para a mãe, quanto para o bebê. Por isso, é muito importante estar sempre de olho aos sinais

Seu corpo se transforma totalmente durante a gravidez. Mas nem todas as transformações são visíveis como, por exemplo, o afrouxamento dos vasos sanguíneos que ocorre por causa da diminuição da pressão arterial.  Algumas mulheres  já apresentam hipertensão antes de engravidar,  porém a doença pode evoluir durante a gestação. As duas situações podem acarretar uma série de complicações para você e para o bebê.

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Com isso em mente, um acompanhamento médico desde o primeiro dia da descoberta da gravidez é de suma importância para que a doença seja tratada da maneira correta para evitar complicações à futura mãe. Ana Claudia Frabetti Koiffman, ginecologista, obstetra, especialista em gestação de alto risco e mãe da Maria Luiza, listou 10 perguntas recorrentes sobre pressão alta na gravidez:

1. O que é hipertensão na gestação?

Também chamada de pré-eclâmpsia, é uma doença que atinge aproximadamente 5 % das gestantes e se caracteriza pelo desenvolvimento de hipertensão arterial após a vigésima semana de gestação. Quanto mais precoce se manifestar, maior a gravidade da doença.

2. Quais são as causas da pressão alta na gravidez?

Os médicos ainda não sabem ao certo o que causa a hipertensão, mas é uma doença imunológica que leva à alteração na circulação da placenta e, consequentemente, traz problemas para o bebê.

5% das mulheres desenvolvem pressão alta na gravidez (Foto: Shutterstock)

3. É possível tratar a doença sem medicação? Fazer atividade física pode ajudar?

Não, pois as medicações que reduzem a pressão arterial ainda são a melhor forma de controlá-la. Por ser uma doença que ocorre quando o próprio sistema imunológico não funciona corretamente, a atividade física não interfere, sendo até contra indicada em alguns casos.

4. Como funciona para quem já tem a doença?

Nestes casos, as mulheres apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de hipertensão gestacional. A prevenção para pré-eclâmpsia se dá com o uso de dieta rica em cálcio e uso de ácido acetilsalicílico (AAS) para alguns casos.

5Quais os sinais de que o problema está complicando a gravidez?

Nos casos em que a pressão arterial está difícil de controlar, os sinais de alerta são surgimento de proteína na urina, restrição de crescimento fetal e diminuição de líquido amniótico.

6. Pode causar prematuridade?

Em casos graves, a única forma de tratamento definitivo é antecipação do parto, muitas vezes antes das 37 semanas de gestação, levando a prematuridade.

7. A doença pode prejudicar a formação do bebê? 

Não, pois ela não interfere diretamente na formação fetal, porém indiretamente pode causar envelhecimento placentário e, consequentemente, restrição de crescimento fetal ou diminuição do líquido amniótico.

8. E o que pode acontecer com a mãe? 

Todos os órgãos podem sofrer com as repercussões da pré-eclâmpsia, sendo cérebro, fígado e rins os órgãos mais acometidos. Essa gestante deve ser acompanhada por médicos especialistas em pré-natal de alto risco.

9. Qual é o perfil das mulheres que podem desenvolver essa doença? 

Mulheres com idade maior que 40 anos, gestação múltipla, obesidade, diabetes pré-existente, algumas doenças reumatológicas, histórico familiar ou de pré-eclâmpsia em gestação anterior.

10. Quem teve hipertensão na gestação tem maior chance de ter pressão alta ao longo da vida? 

Não existe nenhuma associação para a hipertensão gestacional. Mas, o ideal é mesmo após a gestação continuar tendo hábitos de vida saudável, como a prática de exercícios físicas, boa alimentação.