Gravidez

Agora o endométrio destruído vai ter cura, sim!

A estimativa é que o tratamento esteja disponível em aproximadamente dois anos

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

(Foto: iStock)

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Primeiro passo é entender: o endométrio é a camada interna do útero que descama, e ao mesmo tempo se regenera, toda a vez que você menstrua. Segundo passo é saber que é nesta membrana que o embrião se hospeda para se desenvolver, então precisa estar tudo funcionando direito para a gravidez vingar.

“Vários fatores podem destruir o endométrio,e deixá-lo mais fino, pode ser por má formação uterina, causa genética ou doenças desenvolvidas ao longo da vida”, explica Adriana de Góes, médica especialista em infertilidade e reprodução humana assistida e mãe de Sofia. É bem importante você descobrir a causa, porque essa membrana que reveste a parede do útero pode ficar fina com o uso de métodos contraceptivos, caso seja constatado que o seu é efetivamente fino pode partir para procedimentos que ajudem na restauração do endométrio.

Cientistas estão desenvolvendo em Barcelona, na Espanha, uma pesquisa que busca reconstruir o endométrio aplicando células tronco no tecido, recuperando a espessura. O procedimento acontece em três etapas, primeiro retiram células da medula óssea, depois as células tronco são restauradas e injetadas no útero através de um acesso para um vaso sanguíneo na virilha que vai até o útero da mulher. “Porém isso é transitório, o endométrio é restaurado por um curto tempo, mas há sim chances de gravidez!”, comenta Adriana.

O método não está sendo aplicado ainda, a médica contou para a gente que deve demorar uns 2 anos até que as pessoas tenham acesso ao tratamento. “Tive a oportunidade de conversar com o pesquisador principal e ainda não é um procedimento seguro. Mas é possível ter esperança”, diz Adriana. É claro que quando chegar ao Brasil terá um custo altíssimo, entretanto a gente fica na torcida para que com o passar dos anos o preço diminua.

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